Liturgia Diária Comentada 16/02/2014 Domingo
6ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia – Glória e Creio
Cor: Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 30,3-4 Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva.
Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e
alimentais.
Oração do Dia: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e
retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós.
Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Livro do Eclesiástico 15,16-21
Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se
confias em Deus, tu também viverás. Diante de ti ele colocou o fogo e a água;
para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do homem estão a vida e a
morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir.
A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e
tudo vê continuamente. Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem.
Ele conhece todas as obras do homem. Não mandou a ninguém agir como ímpio a
ninguém deu licença de pecar. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Esse texto da primeira leitura destaca a
liberdade de escolha, o livre-arbítrio do ser humano diante da vontade de Deus.
O autor bíblico acentua a responsabilidade humana quando decide se rebelar
contra Deus.
Quem
obedece à vontade de Deus, expressa principalmente na Escritura, tem qualidade
de vida. Se todas as pessoas cumprissem os mandamentos de não roubar e não
matar, entendidos em sentido amplo, incluindo injustiças e ofensas, a sociedade
de hoje seria menos violenta.
Por isso,
afirma o texto bíblico que a vida e a morte estão diante do ser humano para que
ele escolha o que deseja. A vontade de Deus gera vida em plenitude, o pecado
gera morte. Tanto a vida quanto a morte, entendidas nesse sentido, são consequências
das escolhas humanas.
O ser
humano é livre e, por conseguinte, responsável pelas próprias ações. O mal que
faz ao próximo não é culpa de Deus, pois “a ninguém Deus ordenou que fizesse o
mal, a ninguém Deus deu licença de pecar” (v. 21). Deus nos deu o
livre-arbítrio e a capacidade de fazer as escolhas certas. (Aíla Luzia Pinheiro
Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus)
Salmo:
118 (119)
Feliz o homem sem
pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!
Feliz o homem sem pecado em seu caminho/
que na lei do Senhor Deus vai progredindo!/ Feliz o homem que observa seus
preceitos/ e de todo coração procura a Deus!
Os vossos mandamentos vós nos destes,/
para serem fielmente observados./ Oxalá, seja bem firme a minha vida/ em cumprir
vossa vontade e vossa lei!
Sede bom com vosso servo e viverei/ e
guardarei vossa palavra, ó Senhor./ Abri meus olhos e então contemplarei/ as
maravilhas que encerra a vossa lei.
Ensinai-me a viver vossos preceitos;/
quero guardá-los fielmente até o fim!/ Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei/
e de todo coração a guardarei.
Segunda
Leitura: 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios 2,6-10
Irmãos: Entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da
sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal,
estão votados à destruição. Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus,
sabedoria escondida, que desde a eternidade Deus destinou para nossa glória.
Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria.
Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas,
como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos
jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu”. A nós
Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha
tudo, mesmo as profundezas de Deus. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Paulo ensina os fiéis de Corinto a cultivar a
sabedoria “misteriosa e oculta” revelada por Deus, que ultrapassa a sabedoria
do mundo e dos poderosos. A sabedoria de que Paulo fala é a cruz, na qual Cristo revela o Deus
despojado. Na fragilidade de sua vida humana e totalmente ofertada ao Pai como
dom de amor, Jesus desvenda aquilo que Deus “preparou desde toda a eternidade”
para os seres humanos: o amor ao extremo. É, pois, na adesão à vida de Cristo
que consiste a sabedoria divina, não reconhecida pelos poderosos, porque foge
da lógica deste mundo. Somente aquele que se despoja da própria vida será capaz
de reconhecer a sabedoria de Deus, que é Jesus Cristo crucificado. (Aíla Luzia Pinheiro
Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus)
Evangelho:
Mateus 5,17-37
Naquele tempo,
disse Jesus a seus discípulos: Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas.
Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos
digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula
serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que
seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino
dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino
dos Céus. Porque eu vos digo: Se
a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus,
vós não entrareis no Reino dos Céus.
Vós ouvistes o que
foi dito aos antigos: 'Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal'. Eu,
porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo;
quem disser ao seu irmão: 'patife!' será condenado pelo tribunal; quem chamar o
irmão de 'tolo' será condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando tu
estiveres levando a tua oferta para o altar, e aí te lembrares que teu irmão
tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta aí diante do altar, e vai
primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. Procura
reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal.
Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de
justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade eu te digo: daí não sairás,
enquanto não pagares o último centavo.
Ouvistes o que foi
dito: 'Não cometerás adultério'. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar
para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu
coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o
para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu
corpo ser jogado no inferno. Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado,
corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus
membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno.
Foi dito também:
'Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio'. Eu, porém,
vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de
união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher
divorciada comete adultério.
Vós ouvistes também
o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos
feitos ao Senhor'. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu,
porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus
pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tampouco
pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de
cabelo. Seja o vosso 'sim': 'Sim', e o vosso 'não': 'Não'. Tudo o que for além
disso vem do Maligno. - Palavra
da Salvação.
Comentário: Comentando o Evangelho:
Jesus continua o discurso do monte, afirmando que, se o modo de agir, ou seja,
se a justiça dos discípulos não for mais exigente que a dos escribas e dos
fariseus, eles não participarão da construção do reino de Deus. É isso que
mostra o evangelho na liturgia de hoje: o cristianismo é muito mais exigente
que o judaísmo.
Com o
termo “ouvistes” se quer contrapor o ensinamento de Jesus ao ensinamento dos
escribas e fariseus. Isso não significa, como muitos pensam, uma substituição
do Antigo pelo Novo Testamento. Não se trata do que foi “escrito”, mas do que
foi “ouvido” como homilia feita pelos doutores da Lei, os mestres do judaísmo.
Trata-se da interpretação de Jesus contra a interpretação dos escribas e
fariseus a respeito da Sagrada Escritura.
A
novidade da interpretação que Jesus faz da Escritura está na explicitação da
intenção de Deus ao dar os mandamentos. Não basta, por exemplo, não matar. Há
que evitar as palavras de desamor, de desprezo, de ressentimento contra o
próximo. Era essa a intenção de Deus ao dar o mandamento “não matarás”.
“Deixa
tua oferta diante do altar” (v. 24). No Dia da Expiação (ou do Perdão, ver Lv
16), os judeus confessam os pecados cometidos contra Deus e pedem perdão
durante 24 horas. Mas acreditam que os pecados contra o “próximo” devem ser
perdoados por quem sofreu a ofensa, e não por Deus; por isso, primeiramente
pedem perdão ao próximo para depois se dirigirem a Deus. Jesus faz uma mudança
em relação ao judaísmo, afirmando que não somente num dia especial, mas todos
os dias, os cristãos devem pedir perdão ao seu próximo para depois dirigir-se a
Deus.
A
compreensão dos escribas a respeito do adultério era diferente no caso da culpa
da mulher e da culpa do homem. Entendiam que a mulher cometia adultério até
mesmo sozinha, no coração, quando era casada e desejava outro homem. Cometia
adultério quando observava um homem para vê-lo passar ou quando se exibia para
ser notada por ele. Se fosse flagrada numa dessas atitudes, poderia ser
apedrejada sozinha, porque seu adultério não dependia do consentimento de um
homem. Jesus põe homem e mulher em pé de igualdade. Seja homem ou mulher, cada
um comete adultério no coração. A intenção de Jesus é preservar a família e o
matrimônio, e não lançar um fardo pesado demais sobre nossos ombros.
Quanto
ao juramento, muitas vezes os judeus juravam sem pensar e se obrigavam a agir
mesmo se descobrissem ser a vontade de Deus diferente do que foi prometido por
juramento. Mesmo assim, algumas pessoas preferiam fazer algo que desagradava a
Deus a descumprir um juramento, pois amaldiçoavam a si mesmas quando juravam
(ver 1Rs 19,1-2). Por isso, Jesus exorta a não jurar. (Aíla Luzia
Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE FEVEREIRO:
Geral – Idosos na Igreja e na
sociedade: Para que a
sabedoria e experiência de vida dos idosos sejam reconhecidas na Igreja e na
sociedade.
Missionária – Colaboração na missão: Para que os sacerdotes, religiosos e
leigos colaborem com generosidade na missão de evangelizar.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da
Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina
antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

Que Deus continue abençoando esse casal maravilhoso que todos os dias nos ajudam com palavras de força, paz, sabedoria. E que o Espírito Santo continue usando voces para iluminar inúmeras pessoas e as aproximar cada vez mais de Jesus. Que toda proteção divina recaia sobre a família de vcs. Amém!
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