Liturgia Diária Comentada 02/02/2014 Domingo
4ª Domingo do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício da Festa – Glória e Creio
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 47,10-11 - Recebemos, ó
Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende,
como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em
vossas mãos.
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como
o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no
templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Ml 3,1-4
Assim diz o Senhor:
Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará
ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que
desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe
frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer?
Ele é como o fogo
da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer
derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os
refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao
Senhor. Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como
nos primeiros tempos e nos anos antigos. -
Palavra do Senhor.
Salmo:
23 (24) O
Rei da glória é o Senhor onipotente!
"Ó portas, levantai vossos
frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da
glória possa entrar!"
Dizei-nos: "Quem é este Rei da
glória?". "É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso
nas batalhas!"
"Ó portas, levantai vossos frontões!
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa
entrar!"
Dizei-nos: "Quem é este Rei da
glória?". "O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o
Senhor Deus do universo."
Segunda
Leitura: Hb 2,14-18
Irmãos visto que os
filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma
condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte,
isto é, o diabo, e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda
sujeitos à escravidão. Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a
descendência de Abraão. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos,
para se tornar um sumo-sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas
referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. Pois, tendo ele próprio
sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação. - Palavra do Senhor.
Evangelho:
Lc 2,22-40
Quando se completaram os dias para a purificação da
mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a
Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na lei do
Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao
Senhor". Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois
pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor.
Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual
era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito
Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o
Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando
os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão
tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: "Agora, Senhor, conforme a
tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a
tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as
nações e glória do teu povo Israel".
O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que
diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus:
"Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos
em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os
pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a
alma".
Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de
Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido
casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava
com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com
jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar
do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de
cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua
cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de
Deus estava com ele. - Palavra da
Salvação.
Comentário: Fiéis às tradições
religiosas do povo, Maria e José cumpriram o rito de apresentação do filho
primogênito. Este gesto simples revestiu-se de simbolismo. Quem tinha sido
levado ao templo, mais que filho de Maria e José, era o Filho de Deus. A
liturgia de apresentação evidenciou os dois grandes eixos da existência de
Jesus: sua humanidade e sua divindade. Fora apresentado o homem Jesus, com
todas as suas características socioculturais e familiares, em sua fragilidade
de recém-nascido, na pobreza de seus pais, inferiorizado, em termos religiosos,
por ser galileu. No menino Jesus, expressou-se a humanidade, de forma
irrestrita. Ele não fora poupado em nada, ao aceitar encarnar-se na história
humana. Entretanto, ao consagrá-lo a Deus e fazendo-o, daí em diante,
pertencer-lhe totalmente, a liturgia evidenciava a divindade de Jesus. Aquele
menino indefeso pertencia inteiramente a Deus, em quem sua existência estava
enraizada. Era o Filho de Deus. Por isso, no templo, estava em sua própria
casa. Suas palavras e ações seriam a manifestação do amor de Deus. Por meio
dele, seria possível chegar até Deus. Uma vez que podia ser contemplada em sua
pessoa, sua divindade fazia-se palpável na história humana. Assim se explica
por que Simeão viu a salvação de Deus. - (Padre
Jaldemir Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE FEVEREIRO:
Geral – Idosos na Igreja e na sociedade: Para que a sabedoria e experiência de
vida dos idosos sejam reconhecidas na Igreja e na sociedade.
Missionária – Colaboração na missão: Para que os sacerdotes, religiosos e
leigos colaborem com generosidade na missão de evangelizar.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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