Primeira
Leitura: 1Jo 4,11-18
Caríssimos: se Deus nos amou assim, nós também devemos
amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos
outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado em nós. A
prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu
Espírito. E nós vimos e damos testemunho, que o Pai enviou seu Filho como
Salvador do mundo.
Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus
permanece com ele, e ele com Deus. E nós conhecemos o amor que Deus tem para
conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com
Deus, e Deus permanece com ele.
Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós
termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos
neste mundo. No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o
temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição
do amor. -
Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: A vida cristã age em dupla
dimensão: vertical e horizontal. A primeira nos faz tomar consciência do amor
infinito do Pai que "mandou seu Filho como salvador do mundo" e quer
viver em nós. A perfeita união realiza-se particularmente na comunhão
eucarística: nossa carne, nosso sangue misturam-se à carne e ao sangue de Deus;
somos transformados e divinizados. "Não somos nós que transformamos Deus
em nós - afirma Santo Agostinho - mas somos transformados nele".
A
segunda dimensão do amor fraterno, o amor aos irmãos, é uma consequência e um
sinal do amor de Deus. Também este aspecto da caridade fraterna tem sua plena
realização na Eucaristia: "Participando realmente do corpo do Senhor ao
romper do pão eucarístico, somos elevados à comunhão com ele e entre nós".
Este amor torna-se no cristão força transformadora e operativa, capaz de
afugentar todo temor. (Missal Cotidiano)
Salmo:
71 (72) As
nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo,
com equidade ele julgue os vossos pobres.
Os reis de Társis e das ilhas hão de vir
e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá
hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo
e de todas as nações hão de servi-lo.
Libertará o indigente que suplica, e o
pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a
vida dos humildes salvará.
Evangelho:
Mc 6,45-52 Viram Jesus andando sobre as águas.
Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou
os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra
margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles,
subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus
sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era
contrário.
Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles
andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o
viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar.
Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou:
“Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”
Então subiu com eles na barca, e o vento cessou.
Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido
nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. - Palavra da Salvação.
Comentário: De acordo com o relato de Marcos, os apóstolos não
“captaram a mensagem”, ainda não sabem quem é verdadeiramente Jesus, mesmo
depois da multiplicação dos pães, não O identificaram com Deus, parece que Ele
continua sendo apenas uma pessoa dotada de poderes para realizar grandes
prodígios.
Marcos inicia dizendo que Jesus
“obrigou” os discípulos a entrarem no barco, agora eu pergunto: eles não
queriam ir, pois não desejavam abandonar Jesus, ou estavam cheios de receio em
enfrentar os demônios do mar bravio? (recorde 4,35-38).
Sem sombra de duvida podemos
afirmar que era a segunda opção, somente uma pessoa que não está em sintonia
com a Boa Nova para duvidar dos pores de Jesus, é necessária uma ausência total
de fé para olhar para Jesus e não reconhecê-Lo.
Se você prestou atenção o texto
está bem claro, “Vendo-o caminhar
sobre o mar, eles julgaram que fosse um fantasma” (v.49). O texto não diz que
eles viram um vulto, mas sim, que viram o próprio Jesus. Como participar da
implantação do Reino acreditando que Jesus é a Boa Nova, sem antes nos
libertarmos das amaras deste mundo. Será que Jesus terá de passar toda a nossa
vida afirmando: “sou Eu!”. - (Ricardo e Marta)
LITURGIA
DIÁRIA COMENTADA 08/01/2014
Preguiça espiritual - Pe. Zezinho, scj

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