Liturgia Diária Comentada 05/01/2014
Tempo do Natal - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Epifania - Ofício solene próprio - Glória -
Creio
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: Malaquias 3,1; 1º Crônicas 19,12 - Eis que veio o Senhor
dos senhores; em suas mãos, o poder e a realeza.
Oração do Dia: Ó Deus, que hoje revelastes o vosso filho às nações, guiando-as pela
estrela, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé,
contemplar-vos um dia face a face no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Is 60, 1-6 Apareceu sobre ti a gloria do Senhor.
Levanta-te, acende
as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do
Senhor. Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os
povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti.
Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora.
Levanta os olhos ao
redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe
com tuas filhas, carregadas nos braços. Ao vê-los, ficarás radiante, com o
coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão às riquezas de além-mar e
mostrarão o poderio de suas nações; será uma inundação de camelos e dromedários
de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e
proclamando a glória do Senhor - Palavra
do Senhor.
Salmo:
71,
1-2.7-8.10-11.12-13 (R. Cf.11) As
nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor!
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo,
com equidade ele julgue os vossos pobres.
Nos seus dias a justiça florirá e grande
paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e
desde o rio até os confins de toda a terra!
Os reis de Társis e das ilhas hão de vir
e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá
hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,
e todas as nações hão de servi-lo.
Libertará o indigente que suplica, e o
pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a
vida dos humildes salvará.
Segunda
Leitura: Ef 3,2-3a.5-6 Agora foi-nos revelado que os pagãos são coerdeiros
das promessas.
Irmãos: Se ao menos
soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso
respeito, e como, por revelação, tive conhecimento do mistério.
Este mistério, Deus
não o fez conhecer aos homens das gerações passadas mas acaba de o revelar agora,
pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: os pagãos são admitidos à
mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus
Cristo, por meio do Evangelho - Palavra
do Senhor.
Evangelho:
Mt 2,1-12 Viemos do Oriente adorar o Rei.
Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia,
no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém,
perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua
estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado
assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os
mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles
responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu,
Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de
Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou
saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a
Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E,
quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a
estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar
onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria
muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.
Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe
ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
Avisados em sonho para não voltarem a Herodes,
retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho - Palavra da Salvação.
Comentário: A simplicidade dos magos na
sua busca do Messias é desconcertante. Bastou uma estrela, identificada como
sendo dele, para que se pusessem a caminho. As dificuldades e os empecilhos
foram todos relativizados. A falta de pistas consistentes não os amedrontou,
nem o fato de terem de se dirigir a um país estrangeiro.
No
entanto, revelaram-se tão sinceros quanto ingênuos, pois, dirigiram-se,
precisamente, ao terrível rei Herodes, para informar-se sobre o rei dos judeus
que acabara de nascer. Este, intuindo tratar-se de um concorrente, poupou a
vida dos magos, para garantir uma pista que o levasse ao rei recém-nascido, seu
adversário.
Mas
os magos, absorvidos no seu projeto de encontrar o rei dos judeus, não
perceberem a trama de Herodes. Por isso, seguiram fielmente as informações
recebidas. Não importava.
A
chegada ao lugar onde estava o Menino Jesus foi o resultado de uma busca
sincera. A alegria, que lhes encheu o coração, brotava da consciência de terem
seguido a voz interior. Depois de longa caminhada, encontraram, finalmente, o
rei dos judeus, pobrezinho e desprovido de sinais exteriores de dignidade.
Mesmo assim, prostraram-se para adorá-lo.
- (Padre
Jaldemir Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:
Geral – Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico
desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de
todos os povos.
Missionária – Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas
confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos homens
em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta na
vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem
tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se
completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se
entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo
do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso
irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à
alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente
a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina
de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira
ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das
vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano
Adaptação: www.catolicoscomjesus.com

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