domingo, 29 de dezembro de 2013

Liturgia Diária Comentada 01/01/2014 SANTA MÃE DE DEUS, MARIA

Liturgia Diária Comentada 01/01/2014
Oitava do Natal - 1ª Semana do Saltério
Prefácio de Nossa Senhora I - Ofício da Solenidade
Glória – Creio
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” – São Mateus

Antífona: Sedúlio - Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos.

Oração do Dia: Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

LEITURAS:

Primeira Leitura: Nm 6,22-27 Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei
O Senhor falou a Moisés, dizendo: "Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: ‘O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei". - Palavra do Senhor.

Salmo: 66(67),2-3.5.6.8 (R. 2a) Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção
Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.

Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

Segunda Leitura: Gl 4,4-7 Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher
Irmãos: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá - ó Pai! Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus - Palavra do Senhor.

Evangelho: Lc 2,16-21 Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus
Naquele tempo, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.

Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido. - Palavra da Salvação.

Comentário: (Paulo VI, Discurso à ONU, 4-10-1965)

Maria dá ao mundo Cristo, nossa paz: Na oitava do Natal se celebra a festa de "Maria, Mãe de Deus". Na verdade, as leituras bíblicas põem a tônica no "filho de Maria" e no "Nome do Senhor", mais do que em Maria.

De fato, a antiga "bênção sacerdotal" é ritmada pelo nome do Senhor, repetido no início de cada versículo (1ª leitura); o texto de são Paulo acentua a obra de libertação e salvação realizada por Cristo, na qual é engastada a figura de Maria, graças à qual o Filho de Deus pôde vir ao mundo como verdadeiro homem (2ª leitura); o evangelho termina com a imposição do nome de Jesus, enquanto Maria participa em silêncio do mistério deste filho nascido de Deus.

Essa atenção preponderante sobre o "Filho" não reduz o papel da Mãe; Maria é totalmente Mãe porque esteve em total relação com Cristo; por isso, honrando-a, o Filho é mais glorificado. Quanto ao titulo de Mãe de Deus, exprime a missão de Maria na história da salvação, que está na base do culto e da devoção do povo cristão, uma vez que Maria não recebeu o dom de Deus só para si, mas para levá-lo ao mundo.

Mãe de Deus - Mãe do homem: O significado etimológico do nome Jesus, "Deus salva", nos introduz de cheio no mistério do Cristo: da encarnação ao nascimento, à circuncisão, até a realização pascal da morte-ressurreição, Jesus é em todo o seu ser a perfeita bênção de Deus, e dom de salvação e de paz para todos os homens; em seu nome somos salvos (cf At 2,21; Rm 10,13). Ora, essa oferta de salvação vem por Maria e ela a apresenta ao povo de Deus, como outrora aos pastores. Maria, que deu a vida ao Filho de Deus, continua a apresentar aos homens a vida divina. É, por isso, considerada mãe de cada homem que nasce para a vida de Deus, e mãe de todos. Com os orientais, também nós honramos "Maria sempre Virgem, solenemente proclamada santíssima Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso, para que Cristo fosse reconhecido, em sentido verdadeiro e próprio, Filho de Deus e Filho do homem".

Mensageiro da paz evangélica: É em nome de Maria, mãe de Deus e mãe dos homens, que hoje se celebra no mundo inteiro o "dia da paz"; aquela paz que Maria, uma de nós, encontrou no abraço infinito do amor divino; aquela paz que Jesus veio trazer aos homens que creram no amor. Em sentido bíblico, a paz é o dom messiânico por excelência, é a salvação trazida por Jesus, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus. É também um valor humano a ser realizado no plano social e político, mas lança suas raízes no mistério de Cristo.

A fé em Cristo, paz entre Deus e os homens e paz entre os homens mutuamente, mostra-se claramente na parte que toma o cristão nos esforços da humanidade pela paz do mundo. A paz de Cristo não é diferente da paz do homem; é simplesmente "a paz", e merece que se dedique a vida para buscá-la e obtê-la.

O Magistério da Igreja sempre procurou atrair a atenção para a premente necessidade de fazer da paz uma dimensão efetiva da realidade. Tem pregado verdadeiramente "sobre os telhados" o anúncio da sua paz, baseada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade que são "os quatro pilares da casa da paz" aberta a todos (João XXIII, 11-4-1963). Não se pode esquecer a suave e ao mesmo tempo fortíssima voz de Paulo VI que testemunhava aos representantes de todas as nações da terra a mensagem da paz de Cristo, profundamente terrena e divina.

Nunca mais uns contra os outros: "E agora nossa mensagem atinge o seu vértice; o vértice negativo. Esperais de nós esta palavra, que não pode deixar de se revestir de gravidade e solenidade: nunca mais uns contra os outros, nunca, nunca mais! Foi principalmente com este objetivo que surgiu a Organização das Nações Unidas; contra a guerra e pela paz! Ouvi as claras palavras de uma grande personagem desaparecida John Kennedy, que há alguns anos proclamava: 'A humanidade deve pôr fim à guerra, ou a guerra porá fim à humanidade'. Não são necessárias muitas palavras para proclamar isto como finalidade máxima desta instituição. Basta lembrar que o sangue de milhões de homens e inúmeros e inauditos sofrimentos, inúteis e formidáveis ruínas confirmam o pacto que vos une, com um juramento que deve mudar a história futura do mundo: nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! A paz, a paz deve guiar o destino dos povos e da humanidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos. Não se pode amar com armas ofensivas em punho".

INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:

Geral – Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de todos os povos.

Missionária – Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos homens em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta na vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.

O nascimento histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nasci­mento à vida divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda com todos os homens.

Para a celebração

Tempo de Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.

A liturgia do Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas (meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina "na vigília", que faz parte da solenidade.

A solenidade do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:

No domingo imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;

26 de dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;

os dias 29, 30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também memórias facultativas;

no dia 1º de janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.

As festas acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como "solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar do domingo.

Os dias de 2 de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas particulares anexas a essa transferência.

Com a festa do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as férias que naquele ano não podem ter celebração.

Para a celebração da Eucaristia nas férias do Tempo natalino:

os dias 29, 30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29 e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);

os dias de 2 de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.

Diz-se o Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:

o de Natal (com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do Tempo natalino;

o da Epifania diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).

A cor das vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.

Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano

Um comentário:

  1. É difícil entender o porquê de sermos filhos ADOTIVOS. Antes não eramos filhos por que? Qual é o mistério do nosso passado, do passado da humanidade? Eramos filhos de chocadeira? Além da desobediência de Adão outra coisa deve haver no passado do homem. Somos mestiços com algum outro vivente? A história de "filhos de Deus e filhos do homem" significa o que? Não somos a raça adâmica? O homem atual perdeu os atributos do homem adâmico, não vive mais os 500 anos? Não compreende todas as coisas com facilidade: não está "acordado".

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