Primeira
Leitura: 1Jo 1,5-2,2 O sangue
de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado
Caríssimos, a mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos
anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. Se dissermos que estamos
em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos
pela verdade. Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em
comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo
pecado.
Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a
nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. Se reconhecermos nossos
pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos
purificar de toda culpa. Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um
mentiroso e sua palavra não está dentro de nós.
Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No
entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o
Justo. Ele é vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos,
mas também pelos pecados do mundo inteiro. - Palavra do Senhor.
Comentário: Parte da mensagem para os cristãos
é que há uma esfera de vida e justiça que pode ser chamada “luz”. É a esfera de
Deus, pois “Deus é luz”. Mas há também outra esfera, que é a das trevas, da
inverdade, e há os que andam nela. Para estar em comunhão com Deus e uns com os
outros, precisamos andar na luz, purificados do pecado pelo sangue do Filho de
Deus.
Essa
purificação exige de nós um reconhecimento pessoal de nosso pecado, que será respondido
pela purificação que vem de Deus, fingir que nunca pecamos é, em si, uma
mentira que continuaria a nos ligar à esfera das trevas.
Essa
confissão de pecado não é, de modo algum, sinal de que o pecado não faz
diferença na vida cristã. O propósito de nosso autor ao escrever é afastar os
cristão do pecado. Contudo, embora ele viva a luz, ela não o cega; ele vê que
os cristão podem pecar e, às vezes, ainda pecam. Cristo, entretanto, continua
eficiente, como intercessor (Paráclito) e vitima de expiação pelo pecado, não
só por nós, mas pelo mundo inteiro. (COMENTÁRIO BÍBLICO, ©Loyola, 1999)
Salmo:
123(124),2-3.4-5.7b-8
(R. 7a) Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador
Se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
quando os homens investiram contra nós, com certeza nos teriam devorado no
furor de sua ira contra nós.
Então as águas nos teriam submergido, a
correnteza nos teria arrastado, e então, por sobre nós teriam passado essas
águas sempre mais impetuosas.
O laço arrebentou-se de repente, e assim
nós conseguimos libertar-nos. O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor
que fez o céu e fez a terra.
Evangelho:
Mt 2,13-18 Herodes mandou matar
todos os meninos de Belém
Depois que os magos partiram, o anjo do Senhor
apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge
para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino
para o matar.
José levantou-se durante a noite, tomou o menino e
sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que
se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho.
Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos
magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos
os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado
dos magos.
Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta
Jeremias: Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar
seus filhos; não quer consolação, porque já não existem! - Palavra da Salvação.
Comentário: A presença de Jesus na história
humana despertou a fúria de quem estava firmemente alicerçado num esquema de
pecado, posto em xeque pela salvação oferecida à humanidade. A pregação de
Jesus desmascarava a injustiça, punha a nu a perversidade dos opressores,
revelava a fragilidade de sistemas fundados na opressão e na violência.
A matança
dos inocentes de Belém foi uma espécie de antecipação do futuro de Jesus e de
seus discípulos. Um frágil recém-nascido foi suficiente para abalar a segurança
do prepotente e violento Herodes. Sua decisão de eliminar as crianças da região
onde nascera o Messias Jesus visava eliminar no seu nascedouro, tudo o que
pudesse pôr em risco a segurança de seu reino. No coração do rei sanguinário
não havia lugar para o amor.
Herodes,
em última análise, ousou desafiar o próprio Deus, de quem Jesus era Filho e
recebera uma missão. Levantar-se contra o Messias correspondia a rebelar-se
contra quem o enviou. Mas Deus não se deixou vencer por Herodes: salvou seu
Filho pela ação previdente de José, que se pôs em fuga para o Egito, com o
menino e sua mãe.
Na vida
de Jesus e de seus discípulos, a perseguição e a morte, por causa do Reino,
seriam uma constante. Entretanto, como estão a serviço do Reino do Pai, podem
contar com a vitória, uma vez que os prepotentes jamais prevalecerão. - (Padre Jaldemir Vitório)
LITURGIA
DIÁRIA COMENTADA 28/12/2013
SANTOS INOCENTES - MÁRTIRES E FESTA
CATÓLICOS COM JESUS:
Feliz
Natal em Cristo

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