Árvore de Natal
Depois do Presépio, a Árvore de Natal é o símbolo mais expressivo
da época natalina sobretudo em tempos passados, nos quais o aspecto comercial
do Natal não era tão protuberante e agressivo.
O inventor da árvore de Natal foi São Bonifácio, o apóstolo
e evangelizador da Alemanha. Em 723 São Bonifácio derrubou um enorme carvalho
dedicado ao deus Thor, perto da atual cidade de Fritzlar.
Para convencer o povo e os druidas de que não era uma árvore
sagrada, ele abateu-a. Esse acontecimento é considerado o início formal da
cristianização da Alemanha. Na queda, o carvalho destruiu tudo o que ali se
encontrava, menos um pequeno pinheiro.
Segundo a tradição, São Bonifácio interpretou esse fato como
um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal,
declarou: “Doravante, nós chamaremos esta árvore de árvore do Menino Jesus”.
O costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o
nascimento de Jesus começou e estendeu- se pela Alemanha.
E no século XIX, a Árvore de Natal — também conhecida em
alguns países europeus como a “Árvore de Cristo” — espalhou-se pelo mundo
inteiro como símbolo da alegria própria ao Natal para se festejar o nascimento
do Divino Infante.
Fonte: Guia de Curiosidades Católicas, Evaristo Eduardo de
Miranda
São Bonifácio –
Bispo e Mártir
HAGIOGRAFIA: Pertencendo a uma rica família de nobres
ingleses, ao nascer, em 672 ou 673, em Credtion / Devonshire, recebeu o nome de
Winfrid. Como era o costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos
ainda na infância para receber boa educação e formação religiosa. Logo, Winfrid
percebeu que sua vocação era o seguimento de Cristo. Aos dezenove anos
professou as regras na abadia de Exeter, iniciando o apostolado como professor
de regras monásticas primeiro nesta mesma abadia, depois na de Nurslig.
Em seguida, decidiu
iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do
além Reno, mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei
cristão Carlos Martel, os resultados foram frustrantes. Em 718, fez, então, uma
peregrinação a Roma, onde, em audiência com o papa Gregório II, conseguiu seu
apoio para reiniciar sua missão na Alemanha. Além disso, o papa o orientou
também a assumir, como missionário, o nome de Bonifácio, célebre mártir romano.
Bonifácio parou
primeiro na Turíngia, depois dirigiu-se à Frísia, realizando as primeiras
conversões nessas regiões. Durante três anos percorreu quase toda a Alemanha e,
numa segunda viagem a Roma, o papa, agora já outro, entusiasmado com seu
trabalho, nomeou-o bispo de Mainz em 30 de novembro de 722. Esse contato
constante com os pontífices foi importante, pois a Igreja na Alemanha foi
implantada em plena consonância com a orientação central da Santa Sé.
Em 723 derrubou o
carvalho sagrado dedicado ao deus Thor, e construiu uma pequena capela a partir
de sua madeira, no local hoje existe a catedral de Fritzlar, este acontecimento
marcou o inicio formal da cristianização da Germânia.
Bonifácio fundou o
mosteiro de Fulda em 742, centro propulsor da cultura religiosa alemã, só
comparável ao italiano de Montecassino. E muitos outros mosteiros masculinos e
femininos, igrejas e catedrais de norte a sul do país, recrutando os
beneditinos da Inglaterra. Acabou estendendo sua missão até a França.
Hagiografia completa:

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