Liturgia Diária Comentada 20/11/2013
33ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “C” - São
Lucas
Antífona:
Jeremias 29,11.12.14 Meus
pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei
de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes.
Oração do Dia: Senhor nosso Deus, fazei que
a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos
felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 2Mc 7,1.20-31 O Criador do mundo vós dará de novo o espírito e a vida.
Naqueles dias, aconteceu
que foram presos sete irmãos, com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes
de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes
era proibida. Mas especialmente admirável e digna de abençoada memória foi a
mãe, que, num só dia, viu morrer sete filhos, e tudo suportou valorosamente por
causa da esperança que depositou no Senhor. Cheia de nobres sentimentos, ela
exortava a cada um na língua de seus pais e, revestindo de coragem varonil sua
alma de mulher, dizia-lhes: “Não sei como aparecestes em minhas entranhas: não
fui eu quem vos deu o espírito e a vida nem fui eu quem organizou os elementos
dos vossos corpos. Por isso, o Criador do mundo, que formou o homem na sua
origem e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo, na sua misericórdia,
vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora vos desprezais a vós mesmos,
por amor às suas leis”.
Antíoco julgou que
ela o desprezasse e suspeitou que o estivesse insultando. Como o mais novo dos
irmãos ainda estivesse vivo, o rei tentava persuadi-lo. E não só com palavras,
mas também com juramento, prometeu fazê-lo rico e feliz, além de torná-lo seu
amigo e confiar-lhe altas funções, contanto que abandonasse as leis de seus
antepassados.
Vendo que o jovem
não lhe prestava nenhuma atenção, o rei chamou a mãe e exortou-a a dar
conselhos ao rapaz, para que salvasse a sua vida. Como ele insistisse com
muitas palavras, ela concordou em persuadir o filho. Inclinou-se então para ele
e, zombando do cruel tirano, assim falou na língua de seus pais: “Filho, tem
compaixão de mim, que te trouxe nove meses em meu seio e por três anos te
amamentei; que te criei e eduquei até a idade que tens, sempre cuidando do teu
sustento. Eu te peço, meu filho: contempla o céu e a terra e observa tudo o que
neles existe. Reconhece que não foi de coisas existentes que Deus os fez, e que
também o gênero humano surgiu da mesma forma. Não tenhas medo desse carrasco.
Pelo contrário, sê digno de teus irmãos e aceita a morte, a fim de que eu torne
a receber-te com eles no tempo da misericórdia”.
Mal tinha ela
acabado de falar, o jovem declarou: “Que esperais? Não obedecerei às ordens do
rei, mas aos mandamentos da Lei dada aos nossos pais por Moisés. E tu, que
inventaste toda espécie de maldades contra os hebreus, não escaparás às mãos de
Deus”. - Palavra do Senhor.
Comentário: Todo o episódio põe em foco o
problema sempre atual da relação entre pessoa e poder. É fácil fazer do poder
um instrumento de arbítrio, de opressão, para sujeitar os homens ao próprio
querer. No pensamento cristão a autoridade, que aliás é insubstituível numa sociedade
bem organizada, tem uma função de “serviço”, que deve visar à defesa e promoção
das pessoas. Ela é exercitada à luz de Cristo que veio “para servir não para
ser servido”, renunciando a qualquer forma de despotismo, utilitarismo e
oportunismo, no mais absoluto respeito aos direitos de cada homem. Outra lição
que brota do testemunho dessa família é a coragem de resistir a quem quer que
tente violentar a consciência, impondo condutas contrárias aos princípios que
nos devem guiar na vida. Na escolha entre a obediência ao homem ou a Deus e à
sua lei, Deus deve ser sempre a preferência. - (Missal Cotidiano)
Salmo:
16 (17),1.
5-6. 8b.15 (R. 15b) Ao despertar me saciará vossa presença, ó Senhor!
Ó Senhor, ouvi a minha justa causa,
escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois
não existe falsidade nos meus lábios!
Os meus passos eu firmei na vossa
estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque
me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me!
Protegei-me qual dos olhos a pupila e
guardai-me, à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face
e ao despertar me saciará vossa presença.
Evangelho:
Lc 19,11-28 Porque tu não depositaste meu dinheiro no banco?
Naquele tempo, Jesus acrescentou uma parábola,
porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo.
Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser
coroado rei e depois voltar. Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem
moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’.
Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma
embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre
nós’. Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos
quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado.
O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas
renderam dez vezes mais’. O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel
em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. O segundo chegou e disse:
‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. O homem disse também a este:
‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. Chegou o outro empregado e
disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, pois eu
tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o
que não semeaste’.
O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua
própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e
colho o que não semeei. Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no
banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. Depois disse aos que estavam aí
presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. Os presentes
disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo
aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será
tirado até mesmo o que tem. E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu
reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. Jesus
caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. - Palavra da Salvação.
Comentário: A impaciência dos discípulos
levava-os a acreditar que o fim dos tempos estava chegando, e o Reino ia se
manifestar glorioso. Jesus advertiu-os a não se deixarem levar por esta falsa
ilusão escatológica. O que haveriam de experimentar em Jerusalém ainda estava
longe de ser o fim.
Servindo-se
da parábola dos talentos, Jesus tentou incutir-lhes uma nova visão da história:
antes de chegar o fim, os discípulos teriam pela frente uma longa estrada a
percorrer: seria o tempo de fazer frutificar os dons recebidos de Deus, por
meio da vivência da caridade. Só depois dar-se-ia o encontro com o Senhor.
Esta
maneira de entender a história é altamente positiva. Leva o discípulo a
engajar-se na prática do amor, sem se deixar impressionar pela escatologia.
Cabe-lhe aplicar-se com todo o empenho, de forma a produzir o máximo possível
de frutos, quando chegar o Senhor. Neste sentido, saberá aproveitar cada
momento de sua existência para fazer o bem. E terá sensatez suficiente para não
cruzar os braços, nem se deixar intimidar diante dos obstáculos que terá de
enfrentar.
O
discípulo prudente sabe que o Senhor não aceitará desculpas para justificar o
comodismo e o medo. Quem deixar perder-se os talentos recebidos, receberá o
merecido castigo. - (Padre Jaldemir
Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE NOVEMBRO:
Geral – Sacerdotes em dificuldades: Que os sacerdotes que experimentam dificuldades
sejam confortados em seu sofrimento, amparados em suas dúvidas e confirmados em
sua fidelidade.
Missionária – Fruto da Missão
Continental: Que as
Igrejas da América Latina, como fruto da Missão Continental, enviem
missionários a outras Igrejas..
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina
antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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