LITURGIA
DIÁRIA 26/09/2013
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório /
Jesuíta): A simples evocação do nome de Herodes é motivo de apreensão. Filho
mais novo de Herodes, o Grande, governou com o título de tetrarca.
Popularmente, era chamado de rei. Indivíduo astuto, ambicioso, amante do luxo e
do prazer. Violento como o pai. Foi ele quem mandou prender e degolar João
Batista, por ter-lhe censurado a injustiça cometida contra seu próprio irmão,
cuja mulher tomara por esposa.
Herodes é uma pessoa a quem os milagres de Jesus deixa
perplexo. Por quê? Supersticioso como era, poderia estar pensando que o Mestre
fosse a reencarnação de João Batista, com a possibilidade de ser castigado pelo
mal cometido contra ele. Se fosse Elias, seria sinal da consumação dos tempos,
quando o Senhor viria para fazer a humanidade passar pelo crivo da sua justiça.
Caso fosse um dos antigos profetas ressuscitados era de se esperar a realização
das antigas esperanças de Israel. Nenhuma destas explicações deixava Herodes
tranqüilo. As notícias a respeito de Jesus superavam todos esses esquemas
messiânico-escatológicos.
A compreensão de Jesus e da sua ação dependem de um
envolvimento pessoal com ele e da disposição de acolher sua mensagem,
deixando-se transformar por ela. Em outras palavras, é preciso ter fé.
Exatamente isto é que faltava a Herodes, com relação a
Jesus. Desejar vê-lo por mera curiosidade ou pseudo-interrogações não basta
para conhecer quem ele, de verdade, é.
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