LITURGIA
DIÁRIA 24/09/2013
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório /
Jesuíta): A vivência sincera da Palavra de Deus estabelece entre o discípulo do
Reino e Jesus uma profunda comunhão. Mas também, entre os mesmos discípulos, a
Palavra produz frutos de fraternidade e solidariedade. Em ambos os casos, os
laços interpessoais podem mostrar-se mais fortes que os provenientes das
relações familiares.
Disto resulta a nova família do Reino em que a
paternidade provém de Deus, e a convivência entre os membros pauta-se pelo amor
e pela igualdade, para além de raça, de condição social e de diferença de
gênero. Ser judeu ou pagão, escravo ou livre, homem ou mulher são distinções
irrelevantes para a família do Reino. A possibilidade de viver a comunhão
desponta no horizonte, deixando de lado tudo o que possa ser motivo de divisão.
Desta forma, no contexto do Reino, relativiza-se a
família natural de Jesus. O fato de ser sua mãe ou seus irmãos tinha pouca
relevância. Esta familiaridade não lhes dava precedência na relação com o
Mestre. Seria inútil exigir este direito, já que o haviam perdido.
Tanto a mãe quanto os seus parentes deveriam fazer o
caminho de sua relação com Jesus passar pela submissão à Palavra de Deus.
Doravante, serão seus familiares os que, como ele, ouvem a Palavra de Deus e a
põem em prática. LEIA NA ÍNTEGRA.
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