quarta-feira, 3 de julho de 2013

Salmo 102 - Uma oração suplicante, mas corajosa

Salmo 102 - Uma oração suplicante, mas corajosa

Uma oração suplicante, mas corajosa, é o que Deus espera de cada um de seus filhos e filhas. Coloquemo-nos na presença de Deus de forma espontânea e verdadeira, não devemos nos cercar de frases de efeito, pré-fabricadas, como se coloca um advogado diante de um júri. Deus que é nosso juiz é antes de tudo nosso Pai, um Pai que nos amou primeiro, e nos ama de forma incondicional.

Não devemos maquiar nossa dor, nossa angustia, nossos medos e traumas, buscar palavras amenas como se Deus ficasse ofendido com a verdade. Deus conhece nossas limitações e fraquezas, por isso enviou seu Filho para pagar o preço do nosso resgate, sabia Ele desde sempre, que não seriamos capazes de pagar o preço que Jesus pagou.


Neste Salmo, o autor sagrado apresenta a Deus sua miséria com toda a indignação que a força da palavra possa ter, não buscou amenizar sua revolta e insatisfação, desabafou e chorou suas derrotas, no final, somente depois de ter tido a coragem de rasgar seu coração verdadeiramente diante de Deus, foi que pode abrir espaço para se sentir amado, para reconhecer que Deus não está ausente, que tudo é possível para aquele que crer. Fé é acreditar no invisível, antes que ele se torne visível.

Salmo 102

1. Prece de um infeliz que, desfalecido, derrama sua lamentação diante de Javé. 2. Javé, ouve a minha prece, que o meu grito chegue a ti! 3. Não escondas tua face de mim, no dia da minha angústia. Inclina teu ouvido para mim, e no dia em que eu te invoco, responde-me depressa! 4. Porque os meus dias se consomem em fumaça, e meus ossos queimam como braseiro. 5. Pisado como relva, meu coração está secando, e eu me esqueço até mesmo de comer o meu pão. 6. Por causa da violência do meu grito, os ossos já se grudam à minha pele. 7. Estou como o pelicano do deserto, como o mocho das ruínas. 8. Fico desperto, gemendo, como ave solitária no telhado. 9. Meus inimigos me ultrajam o dia todo e me amaldiçoam, furiosos contra mim. 10. Eu como cinza em vez de pão, e com a minha bebida misturo lágrimas, 11. por causa da tua cólera e do teu furor, pois me elevaste e me jogaste no chão. 12. Meus dias são sombra que se expande, e eu vou secando como relva. 13. Tu, porém, Javé, permaneces para sempre, e tua lembrança passa de geração em geração! 14. Levanta-te, tenha pena de Sião, pois é tempo de teres piedade dela. Sim, chegou a hora, 15. porque teus servos amam suas pedras, compadecidos de sua ruína. 16. As nações temerão o teu nome, e os reis da terra a tua glória. 17. Quando Javé reconstruir Sião e aparecer com a sua glória; 18. quando se voltar para a prece do indefeso e não desprezar sua prece, 19. fique escrito isto para a geração futura, e um povo recriado louvará a Deus: 20. Javé se inclinou do seu alto santuário e do céu contemplou a terra, 21. para ouvir o gemido dos prisioneiros e libertar os condenados à morte; 22. para proclamar em Sião o nome de Javé, e em Jerusalém o seu louvor, 23. quando se reunirem povos e reinos para servir a Javé. 24. Ele esgotou a minha força no caminho, encurtou os meus dias. 25. Então eu disse: "Meu Deus, não me arrebates na metade dos meus dias". Teus anos duram gerações de gerações. 26. No princípio, tu firmaste a terra, e o céu é obra de tuas mãos. 27. Eles perecerão, mas tu permaneces. Ficarão gastos como roupa, serão como veste que se muda. 28. Tu, porém, és o mesmo sempre, e teus anos jamais se acabarão. 29. Os filhos de teus servos viverão seguros, e a descendência deles se manterá na tua presença.

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião é muito importante para nós.