Neste mês de maio, me vem muitas recordações da minha infância na antiga Antenor Navarro a atual cidade de São João do Rio do Peixe, aqui na Paraíba, quando, todas as noites na Igreja Matriz da pequena cidade, centenas de fiéis recorriam à Igreja de Nossa Senhora do Rosário para festejar a virgem Maria num verdadeiro clima devocional.
Lembro-me, que a participação era muito grande, as celebrações eram atrativas e vinha gente de todos os recantos. O padre da Paróquia naquela época, o Cônego Luiz Gualberto, vinha todas as noites da cidade de Cajazeiras, para celebrar conosco.
As novenas, como a gente costumava chamar, cada noite era marcada por uma atração, ainda tinha o anjinho por noiteiros, ou seja, pelos responsáveis de cada noite que concorriam para a coroação no final do mês. A banda de musica municipal, a queima de fogos, balões as quermesses, eram tantas coisas, que deixava tudo mais bonito.
No final do mês no dia 31, a grande festa da coroação de nossa senhora, com procissão e missa, era a noite mais linda que a gente participava na Igreja, mas que servia de inspiração para continuar caminhando na comunidade de fé.
Os tempos se passaram, e aos poucos aquela festa foi tomando outra direção, creio que é necessário, diante da evolução do mundo, dos novos métodos na evangelização, e mês de maio foi tomando outro aspecto, posso dizer, que em algumas realidades, mas missionário sem anular a dimensão devocional, mas, seguramente para enriquecê-lo.
Texto: Frei Geraldo Bezerra de Sousa, OC
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