sábado, 16 de fevereiro de 2013

Liturgia Diária Comentada 22/02/2013 Catedra de São Pedro

Liturgia Diária Comentada 22/02/2013
Prefácio dos Apóstolos I ou II - Ofício da festa - Glória
Salmos do Domingo da 1ª Semana
Cor: Branco - Ano Litúrgico “C” - São Lucas


Antífona: Lucas 22,32 - O Senhor disse a Simão Pedro: Roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos.

Oração do Dia: Concedei, ó Deus todo poderoso, que  nada nos possa abalar, pois edificastes a vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

LEITURAS:

Primeira Leitura: 1Pd 5,1-4
Eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo.
Exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa permanente da glória. - Palavra do Senhor.

 
Comentando a Liturgia: O presbítero é apresentado como pastor, à imagem de Jesus, o Supremo Pastor. A serviço da comunidade, o presbítero deve atender livre e espontaneamente e não coagido, com generosidade e não como explorador, como modelo e não como proprietário. Assim, ele não é alguém que exerce poder sobre a comunidade, mas alguém que testemunha o Cristo que serve. (Bíblia edição pastoral).

Salmo: 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)
O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

Evangelho: Mt 16,13-19
Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com. Católica Nova Aliança): Durante sua missão na terra, Jesus enfrentou a permanente oposição do demônio, quer por via direta, como nas tentações do deserto e do Getsêmani, quer indireta, valendo-se de mediações humanas, como Herodes, fariseus e os Sumos Sacerdotes. Sob este ângulo, toda a vida de Jesus manifesta um caráter agônico, isto é, um combate que só teve fim com sua morte e a ressurreição.

Isto deve estar bem claro para nós: Cristo tem inimigos. São inimigos espirituais, como os demônios que ele expulsava e reclamavam asperamente de sua interferência (cf. Mc 1, 24), mas também adversários humanos, como os fariseus de seu tempo, o discípulo que o traiu e até mesmo os próprios familiares, que tentavam retê-lo, julgando-o fora de si (cf. Mc 3, 21).

Natural que a Igreja, fundada por Jesus para continuar sua missão pessoal de salvar os homens, pregando o Evangelho e libertando do mal com a oração e os sacramentos, viesse a enfrentar a mesma hostilidade. Ele advertira: “No mundo tereis aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33.)

No entanto, o Evangelho nos traz uma promessa de Jesus que mantém firme a nossa esperança. Ao proclamar o primado de Pedro sobre a Igreja, Jesus diz: “E eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16, 18.) Nos muros da cidade, a “porta” é importante elemento nas guerras primitivas. Se ela resiste aos ataques do aríete invasor, os defensores estão seguros.

Ao longo da História, a Igreja foi cercada de inimigos ferozes. Perseguida por césares romanos e sultões orientais, seus fiéis foram caçados, exilados, condenados aos campos de concentração. Muitos exércitos invadiram Roma. Todos eles – tribos bárbaras, tropas napoleônicas, tanques nazistas – foram aniquilados a seu tempo, e a Igreja de Cristo permanece de pé.

Hoje, a hostilidade dos inimigos se mudou de tática. Mesmo sob os véus diáfanos da democracia, da liberdade de culto e do pluralismo ideológico, a Igreja ainda é o alvo preferencial do anticristo. Setas e obuses foram trocados por páginas de revistas e telas de TV. Ali, uma enxurrada de calúnias e de meias-verdades ainda visa à destruição do Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Exemplo recente. Pelo Natal de 2005, o locutor da TV Globo leu notícia sobre pesquisas terapêuticas com células-tronco. Finda a nota, ele olhou para a câmara e acrescentou breve comentário: “A Igreja Católica não admite as pesquisas com células-tronco.” E o telespectador iludido vê a Igreja como uma entidade conservadora, inimiga da humanidade. Só que o comentário era falso. A Igreja se opõe ao uso de embriões humanos para tais pesquisas, mas admite o uso de tecido umbilical e de outras fontes. Mas o alvo já fora atingido...

INTENÇÕES PARA O MÊS DE FEVEREIRO:

Geral – Famílias migrantes: Que as famílias de migrantes sejam amparadas e acompanhadas em suas dificuldades, sobretudo as mães.

Missionária – Vitimas das guerras e conflitos: Que os que sofrem por causa das guerras e conflitos sejam protagonistas de um futuro de paz.

TEMPO LITÚRGICO:

Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

Tempo da Quaresma (CNBB-DL/2011): Vai da quarta-feira de Cinzas até a missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal” (SC 109).
·         Durante este tempo, é proibido ornar o altar com flores, o toque de instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto. Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as solenidades e festas.
·         A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar cor-de-rosa. (IGMR nº308f)
·         Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o Aleluia.
·         Nas solenidades e festas somente, como ainda em celebrações especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
·         As memórias obrigatórias que ocorrem neste dia podem ser celebradas como memórias facultativas. Não são permitidas missas votivas (devoção particular).
·         Na celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, deve-se sempre dar a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos que se abstenham de demasia pompa.

Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
Ricardo e Marta - Comunidade São Paulo Apóstolo

Um comentário:

  1. é gratificante se alimentar-se da palavra de Deus, esta leitura foi como um banquete pra mim.

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