sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Liturgia Diária Comentada 02/02/2013 APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Liturgia Diária Comentada 02/02/2013
3ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
Prefácio Próprio - Ofício da Festa - Glória
Cor: Branco - Ano Litúrgico “C” - São Lucas

Antífona: Salmo 47,10-11 Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos.

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

LEITURAS:

Primeira Leitura: Ml 3,1-4
O Senhor a quem buscais, virá ao seu Templo.
Assim diz o Senhor: Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador (Senhor), que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer?

Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros (alvejar, ato de purificar); e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. - Palavra do Senhor.

 
Comentando a Liturgia: Depois de haver reprovado o sacerdócio de templo, o formalismo do seu culto e a incapacidade de oferecer um sacrifício válido, Malaquias anuncia a iminência do “Dia do Senhor”. Deus virá como juiz e estabelecerá uma nova liturgia. O mistério litúrgico celebrado é expresso pela frase: “entrara no seu templo o Senhor”.

Ele é também designado como “Anjo da Aliança”, pois segundo Jeremias, vem renovar a Aliança entre Deus e seu povo, através de uma purificação dos corações.

Salmo: 23(24),7.8.9.10 (R. 10b)
O Rei da glória é o Senhor onipotente!
"Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!"

Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória?". "É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!"

"Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!"

Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória?". "O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo."

Segunda Leitura: Hb 2,14-18
Jesus devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos.
Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão.

Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação. - Palavra do Senhor.

Comentando a Liturgia: Afirmado o fato da mediação única e perfeita de Jesus, explica-se agora o modo como se fará e seus efeitos. Jesus nos salva não mediante uma solidariedade qualquer, mas vivendo a condição humana até o limite extremo.

A única realidade humana não assumida por Jesus foi o pecado. O primeiro efeito desse tipo de redenção é a libertação da escravidão da morte, principal expressão do poder do mal sobre nós. Com a morte de Jesus a humanidade pela primeira vez na história, vive a sua adesão a Deus.

Enfim, sua experiência concreta das nossas fraquezas cotidianas torna o Salvador capaz de uma compaixão efetiva pelos nossos embates.

Evangelho: Lc 2,22-40
Meus olhos viram a tua salvação.
 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor. Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor.

Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: Agora, Senhor, conforme a tua promessa podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel.

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma.

Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório – Jesuíta): A presença de Simeão e Ana no rito litúrgico da apresentação do Menino Jesus no templo de Jerusalém serviu para explicitar a identidade e a missão do Filho de Deus. Ele era muito diferente dos inúmeros primogênitos trazidos ao templo para serem consagrados ao Senhor. Simeão estava convicto de tratar-se do Messias. O Espírito Santo havia-lhe revelado que não morreria antes de vê-lo.

Quando chegou ao templo, também movido pelo Espírito Santo, e deparou-se com o menino Jesus, não teve dúvidas de que a promessa divina estava sendo cumprida. Daí seu hino de louvor, proclamando-o como presença da salvação na história do povo eleito, luz para iluminar todos os povos e ajudá-los a superar as trevas do erro, e motivo de glória para Israel.

Posto como sinal de contradição, haveria de provocar divisão a seu respeito: enquanto seria reconhecido e acolhido por uns, tornar-se-ia motivo de escândalo e ódio para outros. Seria impossível manter-se neutro diante dele, pois sua presença revelaria os pensamentos escondidos no íntimo dos corações.

Por sua vez, Ana tornou-se uma espécie de apóstola do Messias Jesus, pois “falava do menino a quantos esperavam a redenção de Jerusalém”. Ela demonstrou estar absolutamente certa de quem se tratava. Daí ter-se empenhado em dizer a todos que, afinal, a salvação estava acontecendo.

INTENÇÕES PARA O MÊS DE FEVEREIRO:

Geral – Famílias migrantes: Que as famílias de migrantes sejam amparadas e acompanhadas em suas dificuldades, sobretudo as mães.

Missionária – Vitimas das guerras e conflitos: Que os que sofrem por causa das guerras e conflitos sejam protagonistas de um futuro de paz.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.

Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
Ricardo e Marta - Comunidade São Paulo Apóstolo

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