quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Oração Alma de Cristo - Santo Inácio

Oração Alma de Cristo - Santo Inácio

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de Vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de Vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve
com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.
Amém!

 
Alma de Cristo, santificai-me. Os problemas da alma, isto é, a falta de ânimo, o cansaço de viver, o relaxamento na vida espiritual, a desesperança diante das próprias limitações às vezes nos atingem. Então precisamos dizer: Alma de Cristo, santificai-me.

Corpo de Cristo, salvai-me. Os problemas do corpo são tantos! Quando sentimos que o corpo é um obstáculo e uma dificuldade; quando sentimos a contradição entre o que queremos e o que fazemos, entre os desejos e a realidade; quando se constata a falta de força física e as limitações que nos invadem. Então precisamos dizer: Corpo de Cristo, salvai-me!

Sangue de Cristo, inebriai-me. Os problemas da tibieza, do cálculo exagerado poupando a própria vida e relacionamentos... A experiência do egoísmo, da busca do bem-estar e da comodidade; quando percebemos que falta generosidade e maior compromisso na vida; quando sentimos a desolação tomar conta de nós. Então precisamos dizer: Sangue de Cristo, inebriai-me!

Água do lado de Cristo, lavai-me. O problema do pecado e da faltas repetidas. Quando as mesmas recaídas e os hábitos maus se impõem; quando a mentira e o engano parecem sobrepor-se ao verdadeiro sentido da vida; quando o passado negativo pesa demasiado e nos faz sentir sujos e malvados. Então precisamos dizer: Água do lado de Cristo, lavai-me!

Paixão de Cristo, confortai-me. Os problemas da dor, as dificuldades exteriores e interiores, próprias e alheias; a dificuldade de controlar os próprios sentimentos, os medos, os aborrecimentos e as tristezas; o temor frente às dificuldades e o pavor frente à dor. Quando sentimos algo disso, então precisamos dizer: Paixão de Cristo, confortai-me!

Ó bom Jesus, ouvi-me. Os problemas da oração. Quando a própria oração se transforma em problema e parece que a fé e o amor enfraquecem; quando não rezamos ou nos sentimos longe do Senhor e parece que Ele já não nos escuta; quando duvidamos até da sua infinita misericórdia. Então precisamos dizer: Ó bom Jesus, ouvi-me!

Dentro de Vossas chagas, escondei-me. O s problemas da superficialidade e consciência de não viver em profundidade. O deixar-se levar pelos condicionamentos pessoais e sociais. Quando nos sentimos escravos das circunstâncias que nos rodeiam e perdemos nossos sonhos melhores; quando percebemos que falta coerência e apenas cumprimos funções sem profundidade e convicção. Então precisamos dizer: Dentro de Vossas chagas, escondei-me!

Não permitais que me separe de Vós. Os problemas da afetividade espiritual. Quando não se compreende e apenas se sente; quando falamos e nada comove; quando a fé se torna demasiado fria e racional; quando a pessoa de Jesus se torna apenas um conceito, uma ideia; quando perdemos a alegria e a bondade e sentimos que a tristeza e o cinismo invade o nosso interior. Então precisamos dizer: Não permitais que me separe de Vós!

Do espírito maligno, defendei-me. Os problemas de situações difíceis e sufocantes. Quando sentimos que os outros se aproveitam de nós; quando topamos constantemente com o egoísmo dos outros; quando temos medo de passar ridículo por sermos bons e generosos; quando a atração do ter, do prazer e do poder se fazem extremamente fortes. Então precisamos dizer: Do espírito maligno, defendei-me!

Na hora da minha morte, chamai-me. Os problemas surgem sem aviso e aos poucos nos transtornam... Quando nos fechamos em nossa solidão e rompemos os relacionamentos gratuitos; quando as feridas da vida ficam abertas e doídas e nunca mais cicatrizam; quando estamos perdidos e seduzidos pelo nosso egoísmo. Então precisamos dizer: Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos e Santas, por todos os séculos dos séculos. Amém!

Enviado por Ana Cristina Paiva

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