quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Infarto Feminino - Dicas de Saúde

Infarto Feminino - Dicas de Saúde

Comentou o marido ao médico já no Hospital: “... Ela comentou que não se sentia bem... Doíam-lhe as costas... Foi deitar-se um pouco até que passasse... Mais tarde, quando fui ver como ela estava, encontrei-a sem respiração... Não a puderam reviver..."

Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto. Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência...

Os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas 'dramáticos' que anunciam o infarto nos homens.
·         Dor intensa no peito, suor frio e desfalecimento (desmaio, perda de consciência).

 
Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou um ataque cardíaco nos vai contar sua história:

Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22:30h, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos vendo novela.

Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando comemos um sanduíche, engolindo-o com um pouco de água. Esta foi minha sensação inicial. O 'único problema' era que eu não havia comido nada desde as 17:00h. Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara à coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta).

Logo, a pressão começou a avançar para o meu esterno (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados de meu queixo. Tirei os pés do puff e tratei de ir até o telefone, mas caí no chão...

Levantei-me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Disse-lhes que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me localizar rapidamente.

Segui suas instruções, me deitei no chão e, quase imediatamente, perdi os sentidos. Acordei com o cardiologista me informando que havia introduzido um pequeno balão em minha artéria femoral para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta minha artéria coronária do lado direito. Graças a minhas explicações precisas, os médicos já estavam esperando prontos para atender-me adequadamente quando cheguei ao hospital.

Dicas importantes:
1.    Dizem que muito mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. Chamem a ambulância, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo, mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...
2.    Notem que disse 'chamem os Paramédicos/Ambulância'. Amigas, o tempo é importante, e as informações precisas também.
3.    Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou 'nunca tiveram problemas cardíacos'...

Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco. Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.

Colaboração: Ana Cristina

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