TAMANHO GG
História verídica ocorrida no brechó de um hospital.
Certo dia adentrou no brechó certa "senhora obesa", e de cara a voluntaria de plantão pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Sentiu-se apreensiva e constrangida naquela situação, vendo à senhora percorrer as araras em busca de algo que com certeza não encontraria. Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída.
Naquele momento orou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para conduzir a situação, evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua auto estima. Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu a ela e disse tristinha: É... Não tem nada grande, não é?
A voluntária, sem até aquele momento saber o que dizer simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu: Quem disse, claro que tem! Olha só o tamanho desse abraço. E a abraçou com muito carinho.
A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando: “Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.” E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse: “Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".
E naquele momento, através dos braços calorosos da voluntária, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho. Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor. Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “grande” que sirva para alguém?
Enviado por Ana Cristina
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