Liturgia Diária Comentada 23/11/2012
Santo do Dia: CLEMENTE I - Papa, Santo e Mártir
Primeira Leitura: Ap 10,8-11
Peguei o livrinho e comi-o.
Aquela mesma voz do céu, que eu, João, já tinha ouvido, tornou a falar comigo: “Vai. Pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho.
Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca, será doce como mel”. Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”. - Palavra do Senhor.
Salmo: 118 (119),14. 24. 72. 103. 111. 131 (R. 103a)
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.
Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.
A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!
Vossa palavra é minha herança para sempre, porque é ela que me alegra o coração!
Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.
Evangelho: Lc 19,45-48
Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões.
Naquele tempo, Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam um modo de matá-lo. Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com Católica Nova Aliança): O Evangelho de hoje manifesta o zelo de Jesus pela Casa do Pai. É evidente a sua percepção do caráter “sagrado” do ambiente do Templo. Sua acusação contra os profanadores é acentuada pelo áspero contraste entre duas definições: casa de oração X antro de salteadores!
Boa ocasião para refletir sobre nossas atitudes no interior do templo. Ainda mais nas igrejas católicas, onde a presença eucarística – Jesus Cristo vivo nas espécies consagradas! – torna-se muito mais exigente em termos de respeito, veneração, adoração. Muito além da “função” do edifício consagrado a Deus, a “presença real” do Senhor questiona nossas atitudes na igreja, o modo de vestir, até mesmo o repertório musical e o modo de executar os instrumentos.
Nem tudo vai bem. Roupas pouco decentes, chicletes colados aos bancos, clima de bate-papo, canções profanas no culto divino, o “Tema de Lara” (tema da concubina no filme “O Doutor Jivago”) em pleno matrimônio cristão, bateria espalhafatosa, que impede a interiorização e a intimidade com Deus, e os “bailes cristãos” bailados no mesmo espaço da celebração eucarística...
A “Congregação para o Culto Divino” (novembro/1987), recordava a finalidade do espaço sagrado: “Desde a antiguidade, se chamou igreja o edifício em que a comunidade cristã se reúne para escutar a palavra de Deus, para orar unida, para receber os sacramentos e para celebrar a Eucaristia, e para a adorar nele como sacramento permanente. As igrejas não podem ser consideradas como simples lugares públicos, disponíveis para qualquer tipo de reuniões. São lugares sagrados, isto é, “separados”, destinados de modo permanente ao culto de Deus, desde o momento de sua dedicação ou da bênção.”
O mesmo Documento fala de nossos templos como “sinais da Igreja peregrina aqui na terra, imagens que anunciam a Jerusalém celestial, lugares em que se atualiza o mistério da comunhão de Deus com os homens, sinal da permanência de Deus entre nós”.
Daí, a advertência: “Quando as igrejas são utilizadas para outras finalidades diversas da própria, põe-se em perigo a sua característica de sinal do mistério cristão, com consequências negativas, mais ou menos graves, para a pedagogia da fé e a sensibilidade do povo de Deus, tal como recorda a palavra do Senhor: ‘A minha casa será casa de oração’ (Lc 19,46)”.
Quem nos vê na igreja sabe que Deus está presente?
LITURGIA COMPLEMENTAR
33ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “B” – São Marcos
Antífona: Jeremias 29,11.12.14 Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres.
Oração do Dia: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE NOVEMBRO
Geral – Ministros do Evangelho: Para que os Bispos, presbíteros e todos os ministros do Evangelho deem valente testemunho de fidelidade ao Senhor crucificado e ressuscitado.
Missionária – A Igreja peregrina: Para que a Igreja peregrina nesta terra, resplandeça como luz das nações.
Acesse através do link:
Nós do “Católicos com Jesus” preparamos em estudo que está sendo postado um capitulo por semana, sempre na quarta-feira.
Adaptação: Ricardo e Marta / Comunidade São Paulo Apóstolo
Fonte: CNBB – Missal Cotidiano
Sim, a verdade é que até hoje essa pedra é rejeitada porque está fora do padrão de uma sociedade egoísta, mesquinha que só pensa no ter, no ser no que melhor lhe satisfaz. Triste, porém essa é a nossa realidade, se Jesus vier hoje, Ele será tratado da mesma forma por muitos. (A.M.)
ResponderExcluir