Aceitar as diferenças
Existe uma fabula que retrata a época em que os animais falavam, e conta a história que os porcos-espinhos estavam em extinção, primeiro por serem pequenos e fracos não sobreviviam a investida dos animais maiores, e segundo devido ao grande frio do inverno onde muitos não resistiam e morriam.
Certo dia um porco-espinho notou que no inverno os coelhos dormiam uns sobre os outros e assim sobreviviam ao frio. Reuniu um grupo de amigos e contou o que tinha visto, resolveram então fazer uma experiência, a principio não foi problema o incomodo dos espinhos já que os benefícios eram maiores.
Já que dormir juntos deu certo resolveram fazer tudo em grupo, com isso ficaram mais fortes tendo em vista que um protegia o outro, já não tinham medo de enfrentar animais maiores, iam procurar comida em laçais onde antes tinham medo de ir.
Cada dia que passava o grupo crescia, acontece que com a autoconfiança aquele que antes era humilde por reconhecer-se fraco, começou a achar se também começou a existir a arrogância.
Alguns milênios atrás, quando o gelo cobria grande parte do globo terrestre, muitos animais desapareceram porque não resistiram ao intenso frio.
Uma manada de porcos-espinhos, procurando sobreviver, passou a morar em uma caverna. Para se proteger do pesado frio, encostavam-se uns nos outros. Cada um, assim, esquentava-se com o calor dos demais. O tempo foi passando e a manada cresceu. Sendo agora mais numerosos, tinham melhores condições de enfrentar aqueles animais que eram mais ferozes e fortes, e dos quais antes fugiam.
Cada novo inverno os encontrava mais unidos, mais protegidos e resistentes. De repente, porém, passaram a se esquecer da proteção e do calor que recebiam dos outros. Começaram a reclamar dos espinhos dos companheiros e das feridas que nasciam pelo fato de viverem tão próximos. Esqueceram-se do rigor do inverno e se separaram.
De início, sentiram uma agradável sensação de liberdade e de alívio: não precisavam mais ter de suportar os dolorosos espinhos dos companheiros. Estavam livres dos sofrimentos! Mas a sensação de liberdade não durou muito: isolados, passaram a morrer congelados. Seu número diminuía continuamente. Alguns sobreviventes perceberam que também morreriam se não voltassem a se proteger mutuamente.
Então, quando começou um novo inverno, dirigiram-se à antiga caverna. Procuraram, novamente, ficar perto dos demais, mas só o suficiente para se esquentar. Lembrando-se dos espinhos que cada um tinha, evitavam aproximações que pudessem causar novos sofrimentos. Descobriram que a convivência impunha-lhes limitações e dificuldades, mas somente dessa maneira tinham condições de sobreviver. Puderam, dessa maneira, atravessar a era glacial, enquanto que outras espécies de animais desapareceram, por causa do frio.
Moral da História: A convivência com as outras pessoas certamente irá nos trazer alguns arranhões, mas não será por isso que vamos nos dividir, pois somente unidos conseguiremos sobreviver às dificuldades da vida.
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