sábado, 25 de agosto de 2012

Dom da Piedade

Dom da Piedade
Aprofundando a Boa Nova do Senhor Jesus Cristo - PJ Nº 08

O Dom da Piedade, na ordem dos Dons de Santificação, é o penúltimo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus.

O Dom da Piedade tem como finalidade ordenar todas as nossas relações com os demais irmãos na Igreja, comunidade onde vivemos. Ora, o Espírito Santo, habitando em nós, tem seu modo próprio de influir definitivamente na ordenação e disposição de tudo o que se refere à parte inferior da nossa alma. Assim, pelo Dom do Temor de Deus, o Espírito Santo modera as inclinações da nossa sensibilidade, ordena nossas faculdades interiores, para que nunca possamos nos afastar de Deus.

 
Pelo Dom da Fortaleza, o Espírito Santo comunica as nossas almas vigor e alento, firmeza sobre-humanas, a fim de que possamos levar avante todas as nossas lutas contra o mal, evitando sempre os perigos, para a glória de Deus Pai.

Não é certo que na vida espiritual temos deveres a cumprir com Deus e com nossos semelhantes?

Certamente, é difícil ser ao mesmo tempo justo e afável, conservando sempre a delicadeza no trato com nossos irmãos!

Ora, para que possamos ordenar e dispor nossas relações entre irmãos da fé em Cristo dispomos como centro a virtude moral da Justiça; para com nossos pais, a piedade; para com Deus, a Religião, e para com nossos benfeitores, a gratidão. Entretanto, cada virtude sempre será movida através de um Dom; pois, tudo, o que diz respeito a nossa santificação e a perfeição de nosso ser mais íntimo e profundo, é obra do Espírito Santo. Somente assim, “o Espírito Santo por meio de seus Dons eleva e comunica um modo divino às nossas relações com os demais”.

Diz-nos Dom Luiz M. Martinez: “no mundo dos dons não há mais do que um Dom, o Dom da Piedade, que tem como finalidade ordenar todas as nossas relações com os demais; porque nas alturas se unifica o que embaixo é múltiplo”. “Por ser Deus nosso Pai, temos com Ele estreitíssimas e santas relações filiais, e deste Espírito de adoção que nos faz olhar a Deus como o nosso Pai depreende-se a ordem e a união que o Dom da Piedade estabelece em nossas relações com Deus e com os nossos semelhantes”.

Gl 4,6: E como vós sois filhos, Deus derramou em vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! - Rm 8,15: E não recebestes um espírito de escravos, para recair no temor, mas um espírito de filhos, que nos permite clamar: Abba! Pai! - Sl 115,3: Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado?

Ora, o Dom da Piedade não vê como norma a dívida, o benefício, mas acolhe Deus em nós como Pai. “A virtude da Religião leva-nos a agradecer a Deus os benefícios recebidos e a dar-lhe uma honra e um culto por ser ele o Soberano do nosso ser”.

Sempre que damos graças a Deus devemos levar em conta que o fazemos, não pelos dons que recebemos, mas porque é grande e porque é glorioso. Assim, damos-lhe graças por sua glória.

Santo Inácio de Loyola tomou como lema estas palavras: “Para maior glória de Deus” Certamente, ele se inspirou no Dom da Piedade. Por isso, o Dom da Piedade nos leva a ver todos os homens como irmãos, e faz-nos sentir a fraternidade dos filhos e filhas de Deus.

É como alguns santos disseram: “No amor não há medida; pois, a medida do amor é amar sem medida”
Fala-nos o Senhor Jesus: “Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 18,3) É-nos importante compreendermos: todos nós, os batizados, têm os Dons; porque não se pode possuir a graça sem os Dons, nem se pode ter a graça sem o Espírito Santo, e nem o Espírito Santo se separa jamais dos Dons.

João C. Porto

Um comentário:

  1. Amar ao próximo, esta é uma das práticas que tem que ser exercitadas na vida de um católico. É fundamental, pois é o que o nosso PAI que faz maravilhas nas nossas vidas quer de todos nós!

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