Liturgia Diária Comentada 21/06/2012
Primeira Leitura: Livro do Eclesiástico 48,1-15 (Gr. 1-14)
Elias foi envolvido no turbilhão, e Eliseu ficou repleto do seu espírito
O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes.
Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? Tu, que levantaste um homem da morte e dos abismos, pela palavra do Senhor; tu, que precipitaste reis na ruína e fizeste cair do leito homens ilustres; tu, que ouviste censuras no Sinai e decretos de vingança no Horeb. Tu ungiste reis, para tirar vingança, e profetas, para te sucederem; tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, um carro de cavalos também de fogo, tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para reconduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó.
Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! Nós também, com certeza, viveremos; mas, após a morte, não será tal o nosso nome. Apenas Elias foi envolvido no turbilhão, Eliseu ficou repleto do seu espírito. Durante a vida não temeu príncipe algum, e ninguém o superou em poder. Nada havia acima de suas forças, e, até já morto, seu corpo profetizou. Durante a vida realizou prodígios e, mesmo na morte, suas obras foram maravilhosas. - Palavra do Senhor.
Salmo: 96(97),1-2. 3-4. 5-6. 7 (R. 12a)
Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! / Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apóia na justiça e no direito.
Vai um fogo caminhando à sua frente / e devora ao redor seus inimigos. / Seus relâmpagos clareiam toda a terra; / toda a terra ao contemplá-los estremece.
As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; / e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória.
'Os que adoram as estátuas se envergonhem / e os que põem a sua glória nos seus ídolos; / aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!'
Evangelho segundo Mateus 6,7-15
Vós deveis rezar assim
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.
Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com. Católica Nova Aliança): Uma vez, recebemos a visita de um amigo que trazia consigo um jovem judeu, estudioso das Escrituras, que se preparava para ser rabino. Em dado momento, eu lhe disse: “Nós, os cristãos, chamamos a Deus de “Abbá”. Imediatamente, o jovem judeu enrubesceu de pudor. E exclamou: - “É... Vocês são ousados!” E ele tinha toda a razão. Esta é a nossa ousadia de filhos de Deus: dirigir-se ao Deus Altíssimo, ao Senhor dos Exércitos, com um vocativo aramaico que somente uma criancinha de colo, íntima e confiante, ousaria empregar para seu “paizinho querido”.
Mas não erramos ao tratar o Senhor com tanta intimidade. Foi o próprio Jesus, o Filho, quem nos ensinou a falar a Deus como uma criancinha de peito, sem recorrer a torneios de retórica e fórmulas de polidez. “Quando orardes, dizei assim: “Pai nosso...” O exegeta alemão Joachim Jeremias escreveu um livro sobre os traços centrais do Novo Testamento, aquilo que o faz típico em relação ao Antigo Testamento. E a principal “novidade” dos tempos da Nova Aliança está bem aqui: a descoberta – revelada por Jesus – de que Deus é Pai.
Eis um trecho de “Assim na Terra como no Céu”, onde faço uma catequese sobre o Pai-Nosso: “Todo cristão é portador de um segredo. Deus é Pai. Meu Pai. Imagine-se na pele de um catecúmeno dos primeiros tempos, na aurora da Igreja. Durante seu Catecumenato, sendo preparado para o batismo sacramental, só lhe permitiram que participasse da primeira parte da liturgia eucarística: a “missa dos catecúmenos”. Antes da 2ª parte – a “missa dos fiéis”, leia-se “dos batizados” – foram convidados a se retirar do local da celebração, as portas devidamente aferrolhadas. Lá dentro, a salvo dos olhos do mundo, os cristãos celebravam o “mistério”. “Pois imagine-se, agora, no dia do Batismo... Pela primeira, você participa da missa inteira. Num dado momento, toda a Assembleia (inclusive você) chama a Deus de Pai. Pai nosso... Imagine sua emoção ao descobrir essa intimidade possível... Ao descobrir que Deus – o nosso – nos permite (e quer!) esse tratamento de filhos a um Pai-Amor...”
Incoerentes são os teóricos de nosso tempo que pretendem que os homens sejam fraternos, as nações vivam em paz, a tolerância amenize as diferenças culturais e, ao mesmo tempo, negam a existência de Deus. Ora, se Deus não existe nem é nosso Pai, nunca seremos irmãos, mas lobo contra lobo!
Estamos vivendo como filhos?
LITURGIA COMPLEMENTAR
11ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
SÃO LUÍS GONZAGA - Religioso
Prefácio comum ou dos santos - Ofício da memória
Cor: Branco - Ano Litúrgico “B” – São Marcos
Antífona: Salmo 23,4.3 - O homem de coração puro e mãos inocentes é digno de subir à montanha do Senhor e de permanecer em seu santuário.
Oração do Dia: Ó Deus, fonte dos dons celestes, reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JUNHO
Geral – Cristo presente na Eucaristia: Para que os fiéis saibam reconhecer na Eucaristia a presença viva do Ressuscitado, que os acompanha na vida diária.
Missionária – Cristãos na Europa: Para que os cristãos na Europa redescubram sua própria identidade e participem com maior empenho no anúncio do Evangelho..
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.
Ricardo e Marta / Comunidade São Paulo Apóstolo
Fonte: CNBB – Missal Cotidiano
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