33ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Memória: APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA
Primeira
Leitura: Profecia de Zacarias 2,14-17
Rejubila,
alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o
Senhor. Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu
povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a
ti.
O Senhor entrará em
posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém.
Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa
habitação. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): O profeta urge que os
exilados, ainda habitantes da Babilônia, se reúnam com seus irmãos na
Palestina, porque Deus está novamente ligado ao seu povo. Os versículos 14-17
abrem uma perspectiva universal: as nações pagãs farão parte do povo de Deus,
que tem Jerusalém como centro. O Senhor vem morar com a comunidade do Templo. A
permanência do Senhor é mencionada no versículo 15 com proclamações
inesperadas. "Numerosas nações se ligarão ao Senhor naquele dia",
referindo-se ao dia do Senhor. "Tornar-se-ão seu "próprio povo".
Não é mencionado como as nações se ligarão nem como Israel e as nações se
tornarão um "povo".
O
conceito do Senhor morando no meio das nações e de Israel é notável, em
especial quando comparado com o contemporâneo de Zacarias, Ageu. Este último
limitou a contribuição das nações a seus tesouros para o Templo. A linguagem da
aliança ("elegerá") é usada para mostrar o relacionamento do Senhor
com Judá e Jerusalém. A designação de Judá como "Terra Santa" só
aparece aqui. Tudo será santo, porque o Senhor mora no meio do povo.
Salmo:
Lc
1,46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R.Cf.54b)
O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade.
A minh’alma engrandece ao Senhor, e se
alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome.
Seu amor, de geração em geração, chega a
todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os
orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e
os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao
seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus
filhos, para sempre.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Mateus 12,46-50
Naquele tempo, enquanto Jesus estava falando às
multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com
ele. Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem
falar contigo”.
Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é
minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos,
Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade
de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): Esta narrativa de Mateus também é encontrada nos evangelhos de Marcos e
Lucas. A figura central é a "mãe". No processo de geração a
mulher-mãe tem um papel fundamental. A própria Terra é tida como
"mãe" em relação à vida que, sem cessar, desabrocha em sua superfície.
Na
narrativa há um confronto entre as multidões às quais Jesus fala, e sua
família, mãe e irmãos, que ficam de fora e procuram falar com Jesus. A família,
tendo a mãe como centro, está na base do conceito de Israel e é o elo
fundamental da continuidade da tradição do judaísmo.
Abraão
e sua descendência, a partir de Sara, constituem o povo eleito. Em
continuidade, Davi e sua descendência constituem a dinastia real escolhida por
Javé. O sacerdote hereditário é a base do poder do Templo. Daí as genealogias
que confirmavam as purezas racial e funcional. Enquanto a pureza religiosa
exigia o afastamento das multidões, Jesus se põe em íntimo contato com elas.
Removendo
a prioridade dos laços consanguíneos familiares, que garantiam o privilégio da
eleição, Jesus, sem exclusões, constitui a grande família unida no cumprimento
da vontade do Pai, que deseja vida plena para todos.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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