33ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Primeira
Leitura: Livro do Apocalipse de São João 5,1-10
Eu, João, vi um
livro na mão direita daquele que estava sentado no trono. Era um rolo escrito
por dentro e por fora, e estava lacrado com sete selos. Vi então um anjo forte,
que proclamava em voz alta: “Quem é digno de romper os selos e abrir o livro?”
Ninguém no céu nem na terra nem debaixo da terra era digno de abrir o livro ou
de ler o que nele estava escrito.
Eu chorava muito,
porque ninguém foi considerado digno de abrir ou de ler o livro. Um dos anciãos
me consolou: “Não chores! Eis que o Leão da tribo de Judá, o Rebento de Davi,
saiu vencedor. Ele pode romper os selos e abrir o livro”. De fato, vi um
Cordeiro. Estava no centro do trono e dos quatro Seres vivos, no meio dos
Anciãos. Estava de pé como que imolado. O Cordeiro tinha sete chifres e sete olhos,
que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra.
Então, o Cordeiro
veio receber o livro da mão direita daquele que está sentado no trono. Quando
ele recebeu o livro, os quatro Seres vivos e os vinte e quatro Anciãos
prostraram-se diante do Cordeiro. Todos tinham harpas e taças de ouro cheias de
incenso, que são as orações dos santos. E entoaram um cântico novo: “Tu és
digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado, e com teu
sangue adquiriste para Deus homens de toda a tribo, língua, povo e nação. Deles
fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes. E eles reinarão sobre a
terra”. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): O livro completamente fechado
(sete selos ou lacres) e inteiramente escrito (por dentro e por fora) está na
mão de Deus, porque contém o projeto de Deus sobre a vida e a história. Podemos
dizer que o Antigo Testamento é esse livro fechado, que se torna plenamente
compreendido na pessoa de Jesus (cf. Lc 24,25-27).
João
chora: é grande o desespero da comunidade diante da impossibilidade de conhecer
o projeto de Deus na história. Cristo morto e ressuscitado é o Cordeiro pascal
(cf. Ex 12), imolado pelos pecados do mundo. Está de pé porque ressuscitou. Ele
é o Messias (Leão e Rebento) que tem a plenitude do poder (sete chifres) e a
plenitude do Espírito de Deus, pois ele vê tudo o que acontece na história
(sete olhos e sete espíritos). Ele pode receber e abrir o livro, porque, na sua
morte e ressurreição, já realizou o projeto de Deus, que é a salvação.
Doravante,
a história dos homens está nas mãos de Cristo; e o projeto de Deus vai ser
cumprido por todos. Quando o Cordeiro recebe o livro, ouvem-se três grandes
louvores. O primeiro é da criação e do povo de Deus, mostrando por que o
Cordeiro pode receber o livro. O segundo é dos anjos, atribuindo a Jesus todas
as qualidades possíveis; pois o Senhor da história é somente Jesus, e não os
poderes que se absolutizam. O terceiro é de todas as criaturas, que reconhecem
Deus e o Cordeiro no mesmo plano. O povo de Deus adora somente a Deus e a Jesus
Cristo, e não os homens nem as coisas.
Salmo:
149,1-2.
3-4. 5-6a.9b (R. Ap 5,10)
Fizestes de nós, para Deus, sacerdotes e povo de reis.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o
seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se
rejubile no seu Rei!
Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e
coroa com vitória os seus humildes.
Exultem os fiéis por sua glória, e
cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a
glória para todos os seus santos.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 19,41-44
Naquele tempo, quando Jesus se aproximou de
Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: “Se tu também
compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está
escondido aos teus olhos! Dias virão em que os inimigos farão trincheiras
contra ti e te cercarão de todos os lados. Eles esmagarão a ti e a teus filhos.
E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em
que foste visitada”. - Palavra da
Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): A contemplação da cidade santa de Jerusalém deixou Jesus comovido.
Símbolo da presença de Deus no meio do povo, lugar de peregrinação dos fiéis de
todos os cantos do mundo, evocação da longa história de amor do Senhor por Israel,
Jerusalém tornara-se símbolo da obstinação de um povo sem disposição para ouvir
os apelos de conversão que lhe eram dirigidos pelo Messias.
O
Templo fora transformado em casa de câmbio e lugar de exploração dos pobres. O
culto estava longe de agradar a Deus, por se reduzir à mera exterioridade. O
sacerdócio perdera sua característica própria, para se tornar objeto de
disputa. Os peregrinos eram visto como meio de enriquecimento de um grupo de
aproveitadores. Por isso, o Filho de Deus não reconhecia mais aquela cidade e o
Templo como lugares de habitação de seu Pai.
Os
vaticínios de Jesus contra a cidade santa seguem os rumos da antiga pregação
profética. Já Miquéias e Jeremias haviam anunciado a destruição de Jerusalém,
por causa da idolatria que nela se instalara. E assim aconteceu, por obra do
exército babilônico. Já as palavras de Jesus seriam realizadas pelas mãos do
exército romano.
O
pranto do Mestre sobre Jerusalém foi um apelo quase desesperado à conversão. Se
ela fosse capaz de compreender que estava sendo visitada pelo mensageiro da
paz, haveria de ser solícita em converter-se. Mas isto estava escondido a seus
olhos.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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