terça-feira, 4 de novembro de 2014

Evangelho do dia 05/11/2014 Quarta-feira

Primeira Leitura: Carta de São Paulo aos Filipenses 2,12-18

Meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. 

Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo.

Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão, nem trabalhado inutilmente. E ainda que eu seja oferecido em libação, fico feliz e alegro-me com todos vós. Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo. - Palavra do Senhor.

Comentário (deusunico.com): A vida da comunidade não deve depender da presença dos seus dirigentes e líderes, e sim da obediência a Deus, a exemplo de Cristo. Inserida na sociedade, a tarefa da comunidade cristã é ser a família de Deus que se torna luz do mundo, por meio do testemunho do Evangelho, “Palavra de vida”. Trabalhai com temor e tremor... “Deus é quem, de fato, suscita em vós o querer e o operar”: parece uma contradição. É o nosso risco: temos o terrível poder de dizer não a Deus. Ele opera, mas se o homem não coopera, fecha-se o caminho da graça.

Tomar as coisas a sério é o que hoje nos pede a Escritura. Às vezes, não revestimos nosso relacionamento com Deus, não de seriedade mas antes de certa solenidade falsa que o isola do contexto ordinário da vida. Assim, o evangelho não se torna "palavra de vida trazida à nossa geração" nas mil situações concretas da caminhada. Reduzimo-lo a uma espécie de oferta inodora, incolor e insípida, fixada em certos momentos isolados do horário. O que nos é pedido, ao contrário, é sermos abertos vinte e quatro horas por dia ao trabalho de Deus no meio de nós. É uma atenção contínua para ser sempre novos, para superar toda tentação de fechamento sugerida pelo "homem velho" que trazemos em nós.

Salmo: 26 (27),1. 4. 13-14 (R. 1a)
O Senhor é minha luz e salvação!

O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 14,25-33

Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.

Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’

Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” - Palavra da Salvação.

Comentário (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): O discipulado requer uma liberdade tal, que permita ao discípulo entregar-se ao Reino sem restrições. É preciso desfazer-se de tudo quanto possa constituir-se em empecilho para a concretização do projeto do Reino, cujas exigências fazem sentir seu peso.

O primeiro sinal de liberdade refere-se aos laços familiares de parentesco. Fazer os interesses do Reino depender deles significa inviabilizá-los. Pode acontecer choque entre estes dois níveis de apelo. Mas o Reino deve prevalecer.

O segundo sinal de liberdade diz respeito à predisposição a enfrentar as consequências de ter optado pelo Reino, até mesmo a morte violenta, como aconteceu com Jesus. O discípulo é livre diante da própria vida, de modo especial, em tempo de perseguição e nas dificuldades.

O terceiro sinal de liberdade refere-se à posse dos bens materiais: quem não renuncia a tudo quanto possui, não pode tornar-se discípulo de Jesus. O coração apegado aos bens materiais será incapaz de partilhá-los fraternalmente e mostrar-se solidário com os mais pobres. São exigências das quais não se pode furtar.


Portanto, o discípulo deve discernir bem, antes de se decidir pelo Reino. Se não terá o desprazer de ver sua opção frustrar-se logo de saída.

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Liturgia Diária Comentada 05/11/2014 Quarta-feira

Invoque Deus, não desista nunca, sorria – São Leão Magno

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Um comentário:

  1. Achei o site muito bom,principalmente porque tem os comentário , algumas pesoas tem muitas dificuldades para interpretar ápos a leitura, então isto facilita muito.Gratta!!

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