Meus queridos, como
sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na
minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. Pois é
Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio
benevolente.
Fazei tudo sem
reclamar ou murmurar, para que sejais livres de repreensão e ambiguidade,
filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na
qual brilhais como os astros no universo.
Conservai com
firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter
corrido em vão, nem trabalhado inutilmente. E ainda que eu seja oferecido em
libação, fico feliz e alegro-me com todos vós. Vós também, alegrai-vos pelo
mesmo motivo e congratulai-vos comigo. -
Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): A vida da comunidade não deve
depender da presença dos seus dirigentes e líderes, e sim da obediência a Deus,
a exemplo de Cristo. Inserida na sociedade, a tarefa da comunidade cristã é ser
a família de Deus que se torna luz do mundo, por meio do testemunho do
Evangelho, “Palavra de vida”. Trabalhai com temor e tremor... “Deus é quem, de
fato, suscita em vós o querer e o operar”: parece uma contradição. É o nosso
risco: temos o terrível poder de dizer não a Deus. Ele opera, mas se o homem
não coopera, fecha-se o caminho da graça.
Tomar
as coisas a sério é o que hoje nos pede a Escritura. Às vezes, não revestimos
nosso relacionamento com Deus, não de seriedade mas antes de certa solenidade
falsa que o isola do contexto ordinário da vida. Assim, o evangelho não se
torna "palavra de vida trazida à nossa geração" nas mil situações
concretas da caminhada. Reduzimo-lo a uma espécie de oferta inodora, incolor e
insípida, fixada em certos momentos isolados do horário. O que nos é pedido, ao
contrário, é sermos abertos vinte e quatro horas por dia ao trabalho de Deus no
meio de nós. É uma atenção contínua para ser sempre novos, para superar toda
tentação de fechamento sugerida pelo "homem velho" que trazemos em
nós.
Salmo:
26 (27),1.
4. 13-14 (R. 1a)
O Senhor é minha luz e salvação!
O Senhor é minha luz e salvação; de quem
eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é
só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
Sei que a bondade do Senhor eu hei de
ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Lucas 14,25-33
Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam
Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega
de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até
da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e
não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
Com efeito: qual de vós, querendo construir uma
torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente
para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de
acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem
começou a construir e não foi capaz de acabar!’
Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com
outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá
enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode,
enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as
condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar
a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): O discipulado requer uma liberdade tal, que permita ao discípulo
entregar-se ao Reino sem restrições. É preciso desfazer-se de tudo quanto possa
constituir-se em empecilho para a concretização do projeto do Reino, cujas
exigências fazem sentir seu peso.
O
primeiro sinal de liberdade refere-se aos laços familiares de parentesco. Fazer
os interesses do Reino depender deles significa inviabilizá-los. Pode acontecer
choque entre estes dois níveis de apelo. Mas o Reino deve prevalecer.
O
segundo sinal de liberdade diz respeito à predisposição a enfrentar as
consequências de ter optado pelo Reino, até mesmo a morte violenta, como
aconteceu com Jesus. O discípulo é livre diante da própria vida, de modo
especial, em tempo de perseguição e nas dificuldades.
O terceiro
sinal de liberdade refere-se à posse dos bens materiais: quem não renuncia a
tudo quanto possui, não pode tornar-se discípulo de Jesus. O coração apegado
aos bens materiais será incapaz de partilhá-los fraternalmente e mostrar-se
solidário com os mais pobres. São exigências das quais não se pode furtar.
Portanto,
o discípulo deve discernir bem, antes de se decidir pelo Reino. Se não terá o
desprazer de ver sua opção frustrar-se logo de saída.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
05/11/2014 Quarta-feira
Invoque Deus,
não desista nunca, sorria – São Leão Magno
CATÓLICOS
COM JESUS: GRAÇA E PAZ
Se desejar receber nossas atualizações
de uma forma rápida e segura, por favor,
faça sua assinatura, é grátis.
Acesse nossa pagina: www.catolicoscomjesus.com e cadastre seu e-mail para recebimento
automático, obrigado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.facebook.com/catolicoscomjesus
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica

Achei o site muito bom,principalmente porque tem os comentário , algumas pesoas tem muitas dificuldades para interpretar ápos a leitura, então isto facilita muito.Gratta!!
ResponderExcluir