Liturgia Diária Comentada 19/10/2014 29º Domingo Comum
29ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio dos domingos comuns - Ofício dominical comum
Cor: Verde - Glória e Creio - Ano
Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 16,6.8 Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai
vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das
vossas asas abrigai-me.
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao
vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Livro do Profeta Isaías 45,1.4-6
Isto diz o Senhor
sobre Ciro, seu Ungido: "Tomei-o pela mão para submeter os povos ao seu
domínio, dobrar o orgulho dos reis, abrir todas as portas à sua marcha, e para não
deixar trancar os portões. Por causa de meu servo Jacó, e de meu eleito Israel,
chamei-te pelo nome; reservei-te, e não me reconheceste. Eu sou o Senhor, não
existe outro: fora de mim não há deus. Armei-te guerreiro, sem me reconheceres,
para que todos saibam, do oriente ao ocidente, que fora de mim outro não
existe. Eu sou o Senhor, não há outro”. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): Deus, o Senhor da história, é
quem dirige as nações e acontecimentos para dar liberdade e vida ao povo que a
ele se aliou. Para realizar o seu projeto, Deus se serve da história dos povos,
chegando mesmo a tomar um rei pagão para revesti-lo com a função de messias
(ungido), própria dos reis de Israel.
O
Deus vivo não está confinado a um templo, nem a uma instituição, nem a
determina estrutura de religião: o lugar eminente do seu agir é a história e a
vida. Sabemos pela Bíblia, que Deus criou todas as coisas, que toda a criação é
boa. A distinção entre o bem e o mal começa a partir do posicionamento que o
homem toma adiante do projeto de Deus.
Salmo:
95,1.2a.3.4-5.7-8.9-10a.c
(R. 7ab)
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai
ao Senhor Deus, ó terra inteira! Manifestai a sua glória entre as nações, e
entre os povos do universo seus prodígios!
Pois Deus é grande e muito digno de
louvor, é mais terrível e maior que os outros deuses, porque um nada são os
deuses dos pagãos. Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.
Ó família das nações, dai ao Senhor, ó
nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!
Oferecei um sacrifício nos seus átrios.
Adorai-o no esplendor da santidade,
terra inteira, estremecei diante dele! Publicai entre as nações: “Reina o
Senhor!”, pois os povos ele julga com justiça.
Segunda
Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 1,1-5b
Paulo, Silvano e
Timóteo, à Igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus
Cristo: a vós, graça e paz! Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos
sempre em nossas orações. Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a
atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança
em nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do
número dos escolhidos. Porque o nosso Evangelho não chegou até vós somente por
meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso,
com toda a abundância. - Palavra do
Senhor.
Comentário (deusunico.com): O clima da vida cristã deve
ser o de uma família, onde todos são irmãos junto com Cristo, tendo Deus como
Pai. A trilogia fé-amor-esperança define a vida cristã na sua base, na sua
concretização prática e no seu dinamismo histórico. A vida cristã nasce do
compromisso de fé em Jesus Cristo, que significa aceitar a vida e a ação de
Jesus e continuá-las entre os homens. O amor é a realização prática desse
testemunho, através da partilha dos bens e da fraternidade, que concretizam o
Reino de Deus no dia-a-dia da história. A esperança é o dinamismo que nasce do
amor, alimentando a vida cristã, voltada para o futuro do Reino de Deus, isto
é, para a realização plena da vida.
Uma
comunidade cristã vive a vida de todos os dias com disponibilidade interior de
confiança e esperança para o amor de Cristo, encara a vida e o mundo com amor
reconciliado. Às vezes nos perguntamos como reconhecer hoje e como viver sinais
de ressurreição, anunciadores de um mundo novo. Tais sinais não são a grande
luz, o grande milagre ou o grande gesto, mas sim o reino que nasce cada dia,
como a sementinha que cai e morre, e frutifica. Quem quer que observe com olhar
transparente uma comunidade que vive de fé, esperança e caridade, descobre nela
aquilo que transforma e anuncia a presença ativa do Cristo ressuscitado.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Mateus 22,15-21
Naquele tempo, os fariseus fizeram um plano para
apanhar Jesus em alguma palavra. Então mandaram os seus discípulos, junto com
alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: "Mestre, sabemos que
és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas
influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências.
Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?"
Jesus percebeu a maldade deles e disse:
"Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do
imposto!" Levaram-lhe então a moeda. E Jesus disse: "De quem é a
figura e a inscrição desta moeda?" Eles responderam: "De César".
Jesus então lhes disse: "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que
é de Deus". - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): Os fariseus buscavam, sem trégua, desacreditar Jesus diante do povo ou
colocá-lo numa situação complicada, de modo a terminar encarcerado pelas tropas
romanas. Uma declaração comprometedora saída de sua boca seria uma boa cilada.
Por isso, enviaram para armar-lhe ciladas alguns de seus discípulos
acompanhados de judeus partidários de Herodes, simpatizantes do poder romano. É
bom recordar o ódio que os fariseus nutriam por estes dominadores estrangeiros.
Os
emissários agiram com extrema esperteza: trataram Jesus de maneira cortês,
louvando-lhe os ensinamentos e a coragem, vendo que não se deixava amedrontar
por ninguém. Além disso, apresentaram-se como judeus piedosos, cheios de
escrúpulos de consciência.
Propuseram
ao Mestre a questão da liceidade ou não de pagar o tributo a César. Jesus,
porém, deu-se conta da hipocrisia deles travestida de piedade. Por isso,
ofereceu-lhes uma resposta que os deixou confundidos.
Em
última análise, a resposta do Mestre serve ainda hoje para discernirmos o
lícito e o ilícito. Qualquer coisa é lícita, desde que compatível com o projeto
de Deus. O que fere este projeto é ilícito e deve ser rejeitado por quem aderiu
ao Reino e procura pautar-se por ele.
Tomando
Deus como ponto de referência, é possível determinar, em cada caso concreto, o
que é ou não é permitido. Bastava, pois, que os emissários dos fariseus
aplicassem este critério à questão do tributo a ser pago ao imperador romano.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE OUTUBRO:
Intenção Universal: Paz
nos países em conflito - Para que o Senhor conceda a paz às regiões do
mundo mais afetadas pela guerra e pela violência.
Intenção para a Evangelização: Dia Mundial das Missões - Para que o Dia Mundial das Missões
desperte em cada cristão a paixão e o zelo por levar o Evangelho a todo o mundo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo
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