Irmãos, em Cristo
nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme
a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados a ser, para o louvor de sua
glória, os que de antemão puseram a sua esperança em Cristo.
Nele também vós
ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda,
acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito
Santo, o que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele
adquiriu, para o louvor da sua glória. -
Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): Paulo desenvolve um hino de
louvor em forma de “bênção”, frequente no Antigo Testamento. O louvor é uma
resposta do homem ao Deus que se manifesta através de um ato de salvação ou
mediante a revelação de um mistério. Deus Pai é o sujeito e a fonte de toda a
ação criadora e salvadora. E tudo o que Deus Pai realiza no homem e no mundo,
ele o faz mediante o seu Filho Jesus Cristo: escolhe (vv. 4-5), liberta (vv.
6-7), reúne tudo em Cristo (vv-8-10), entrega a herança prometida (vv. 11-12) e
concedo o dom do Espírito Santo (vv. 13-14).
“Para
ser louvor de sua glória”: é um estribilho insistente. Pode impressionar-nos
mais ou menos, consoante as recordações que suscita em nós. A “glória” de Deus
não está evidentemente em proporção com nossas atitudes presunçosas, ou com os
ruidosos cortejos que estamos habituados a ver em caso de vitória. A “glória”
de Deus é a manifestação aos outros daquilo que ele é, portanto é “dom”, e dom
de si. Sua “glória” é o êxito de seu plano em nosso favor por conseguinte nossa
completa realização pessoal, nossa felicidade. “Glória de Deus é o homem que
vive” (Agostinho). É a glória do Amor. Não uma glória à custa de adversários,
porém triunfo da unidade de todas as criaturas com o Pai, paga pelo Cristo e
por nós participada nele, por ele e com ele.
Salmo:
32,1-2.
4-5. 12-13 (R. 12b)
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos
retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de
dez cordas celebrai-o!
Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo
o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a
terra a sua graça.
Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a
nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele
se inclina para olhar todos os homens.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 12,1-7
Naquele tempo, milhares de pessoas se reuniram, a
ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus
discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não
há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que
não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão,
será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no
quarto, será proclamado sobre os telhados.
Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais
medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. Vou
mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem
o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. Não se vendem
cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por
Deus. Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais
medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): O mau exemplo tem um terrível poder contaminador. É preciso estar
atento para não se deixar levar. Os discípulos de Jesus foram alertados a não
imitar o procedimento dos fariseus, cuja hipocrisia era bem conhecida.
O
Mestre insistiu na inutilidade de viver uma dupla vida, como acontecia com os
fariseus, os quais escondiam sua corrupção interior atrás de uma fachada de
piedade. Atitude inútil e ridícula porque quem engana o seu semelhante, não
consegue enganar a Deus. Por outro lado, haveria de chegar a hora em que as
coisas escondidas seriam reveladas pelo Pai do Céu e, então, apareceria a
verdadeira identidade dos fariseus. A hipocrisia, pois, não valia a pena. O
exemplo dos fariseus não devia ser seguido. Entretanto, não é fácil manter
distância do mau exemplo.
A
perseguição virá na certa! É preciso que os discípulos superem o medo da morte,
tornando-se livres diante dela. Só Deus merece ser temido, pois em suas mãos
está a destino eterno de todas as criaturas. Ele é o Senhor da vida e da morte.
O máximo que os inimigos poderão fazer será tirar a vida física dos discípulos.
Nada mais!
O
discípulo permanece sempre atento. Portanto, quando recusa seguir algum mau
exemplo é porque deseja ser fiel ao Pai.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada 17/10/2014 Sexta-feira INÁCIO DE
ANTIOQUIA
Santo Inácio de Antioquia – Bispo e Mártir
SEMANA DE ORAÇÃO PELA CURA
DA ALMA
Oração de Amorização - Pe. Alírio José
Pedrini, SCJ
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