Em nosso segundo dia de preparação para o Natal, onde o tema
central é “Qual
a importância que dou a Cristo na minha vida?” vamos refletir sobre
a obediência incondicional. É comum falar “Senhor seja feita a Tua vontade”, mas será que
estamos preparados para obedecer às ordens de Deus. Na maioria das vezes
questionamos os desígnios do Pai, ou por não ser aquilo de desejávamos, ou por
não entendermos o que representa em nossa vida.
O Evangelho de hoje nos mostra a vontade de Deus agindo na
vida de duas pessoas de uma forma que para nós chega a ser violenta; para Maria
é destinado ser mãe sem ter contraído o matrimônio, ou seja, Deus pede a Maria
que corra o risco de perder a própria vida, é certo que isso não iria acontecer
pois Deus não permitiria, acontece que Maria não sabia o que nós sabemos agora
e teve de agir pela fé.
A José (o justo) foi pedido algo semelhante, que assumisse
um filho que não era seu, correndo o risco de ser apontado e desprezado por
todos por ter acolhido uma mulher adultera, mas José indo na contra mão dos
pensamentos da época acolhe Maria e seu filho Jesus.
Ambos foram obedientes e acolheram no coração a vontade do
Pai, independente do impacto que isso poderia ter em suas vidas, mesmo sem ter
garantias de que estariam sob a proteção do Senhor, apenas confiaram, e assim, participaram
da implantação do Reino de Deus.
E nós, será que confiamos a ponto de nos entregar cegamente?
18/12/2014 Quinta-feira - 3ª Semana do Advento
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1,18-24
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava
prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida
pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo
denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.
Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor
apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de
receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o
seu povo dos seus pecados”.
Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia
dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será
chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando
acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua
esposa. - Palavra da Salvação.
Comentários:
Os profetas anunciaram que o Messias seria da descendência
do rei Davi, e esta descendência vem por meio de José. As Sagradas Escrituras
não narram se Maria era descendente de Davi. José não teve nenhuma participação
no Mistério da Encarnação, mas mesmo assim, cooperou com a realização das
profecias ao reconhecer Jesus como seu filho e, ao dar-lhe o seu nome, lhe
transmite todos os direitos da descendência davídica. Com isso, o Evangelho de
hoje nos mostra que, embora a salvação seja obra de Deus, a colaboração humana
é necessária para a sua realização e somente pode ser considerado
verdadeiramente santo aquele que procura participar da obra salvífica da
humanidade como colaborador do próprio Deus. (CNBB)
A perícope evangélica da concepção virginal de Jesus tem
sido objeto de controvérsia. As interpretações são desencontradas tanto por
desconhecermos elementos fundamentais para compreendê-la, o que não acontecia
com as comunidades primitivas, quanto por projetarmos nossos preconceitos sobre
o texto bíblico. O Evangelho detém-se na soleira do mistério insondável de
Deus, numa atitude de respeito e reverência, sem se importar com especulações
de caráter anatômico ou fisiológico. Só lhe interessam os elementos
teológico-espirituais deste dado da fé da Igreja. Jesus não entra na História
como resultado do esforço humano de construir a própria salvação. Ele tem sua
origem em Deus, em quem toda a sua existência está alicerçada. Sua origem evoca
o relato da criação, no Gênesis, onde tudo existe pela vontade soberana de Deus.
Jesus, e com ele a salvação da humanidade, é a derradeira obra divina. Jesus é
o dom de Deus a ser acolhido pela humanidade. Torna-se, portanto, inútil
qualquer esforço humano de construir a salvação pelas próprias mãos. O ser
humano só pode salvar-se por obra de Deus. Qualquer outro caminho estará fadado
ao fracasso. A referência ao Espírito Santo aponta para um tipo de ação
inefável e misteriosa de Deus em relação à mãe do Messias. O mesmo Espírito
Santo, instrumento da ação divina desde os primórdios da Criação, fez-se também
presente quando do nascimento do Messias Jesus. A esta força divina é que se
deve sua presença no mundo. (Pe. Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Para a reflexão de
hoje leia o belo texto de Santa Terezinha:
Por que as almas não recebem o mesmo
grau de graças?
http://www.catolicoscomjesus.com/2014/12/por-que-as-almas-nao-recebem-o-mesmo.html
CATÓLICOS
COM JESUS: GRAÇA E PAZ
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Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
Limpar o coração para acolher o Salvador –
Natal
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