Liturgia Diária Comentada 16/12/2014 Terça-feira
3ª Semana do Advento - 3ª Semana do Saltério
Prefácio do Advento I - Ofício do dia
Cor: Roxo - Ano Litúrgico “B” - São Marcos
Antífona:
Zacarias
14,5.7 - Eis que o Senhor virá e com ele todos os seus santos, e haverá
uma grande luz naquele dia.
Oração do Dia: Ó Deus, que por meio do vosso unigênito nos transfigurastes em
nova criatura, considerai a obra do vosso amor e purificai-nos das mancas da
antiga culpa no advento do vosso filho. Que convosco vive e reina, na unidade
do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Profecia de Sofonias 3,1-2.9-13
Assim fala o Senhor: “Ai de ti, rebelde e desonrada, cidade
desumana. Ela não prestou ouvidos ao apelo, não aceitou a correção; não teve
confiança no Senhor, nem se aproximou de seu Deus. Darei aos povos, nesse
tempo, lábios purificados, para que todos invoquem o nome do Senhor e lhe
prestem culto em união de esforços. Desde além-rios da Etiópia, os que me
adoram, os dispersos do meu povo, me trarão suas oferendas.
Naquele dia, não terás de envergonhar-te por causa de todas
as tuas obras com que prevaricaste contra mim; pois eu afastarei do teu meio
teus fanfarrões arrogantes, e não continuarás a fazer de meu santo monte motivo
de tuas vanglórias. E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres”.
E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel.
Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se
encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão,
e ninguém os molestará. -
Palavra do Senhor.
Comentário (Missal Cotidiano): Só Deus salva. O conhecimento
de Deus, a conversão e a fé são um dom de Deus. A própria oração, ato
consciente e livre do homem, é uma resposta ao seu convite.
Ora,
é certo que Deus não nega o seu dom, pois quer que "todos os homens sejam
salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4). Mas importa que o
homem se convença de que a única atitude que convém à sua condição é a do
"pobre".
Deus
quer salvar todos os homens. Não existe povo nem classe privilegiada (v. 9). A
Igreja, longe de se sentir em condição de privilégio entre os povos, tem a
missão de lhes anunciar o amor salvífico universal do Pai. Anúncio
particularmente oportuno em nosso tempo, quando se abre caminho principalmente
entre os jovens, para o sentido da fraternidade universal.
Salmo:
33 (34),
2-3. 6-7. 17-18. 19.23 (R. 7a) Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu
louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam
os humildes e se alegrem!
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e
vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,
e o Senhor o libertou de toda angústia.
Mas ele volta a sua face contra os maus,
para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta
e de todas as angústias os liberta.
Do coração atribulado ele está perto e
conforta os de espírito abatido. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e
castigado não será quem nele espera.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Mateus 21,28-32
Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos
anciãos do povo: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao
primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O Filho respondeu:
‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho
e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. Qual
dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os
publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até
vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os
publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos
arrependestes para crer nele”. - Palavra
da Salvação.
Comentário (CNBB - Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta): Novamente o Evangelho nos
mostra a pessoa de João Batista e a sua missão de precursor do Messias.
Acreditar nas palavras de João acarreta na vivência do compromisso da
conversão, e não uma mera conversão de palavras, mas conversão que exige gestos
concretos que a demonstre. Por isso que Jesus nos conta inicialmente a
parábola. Ele nos mostra que de nada adianta a adesão a uma religião formal,
ritualista, que não tenha nenhum vínculo com a vivência do amor, pois o que é
necessário é o cumprimento da vontade de Deus, e não o que falamos a ele, pois
a fé é para ser vivida e não simplesmente anunciada.
A
parábola evangélica desmascara a liderança religiosa do tempo de Jesus, sempre
pronta a criticar e a marginalizar os que eram considerados pecadores. Ela
própria, no entanto, era incapaz de se submeter, adequadamente, à vontade de
Deus.
A
atitude de um homem e de seus dois filhos é a metáfora do relacionamento do
povo de Israel com Deus. O homem da parábola representa Deus. Este tem um
projeto para seu povo, expresso no Decálogo, pelo qual cada israelita pautaria
sua vida. Da obediência à vontade divina resultaria uma sociedade fraterna, sem
excluídos, onde os mais fracos e pequeninos seriam mais dignos de apoio e
atenção.
A
liderança religiosa corresponde ao filho que se predispõe a obedecer às ordens
do pai, mas, de fato, se omite. Os mestres da Lei e os fariseus mostravam-se
fiéis à vontade de Deus e externamente pareciam se esforçar por cumprir cada
preceito da Lei, sem omitir um sequer. Chegavam até a ser minuciosos. Tudo,
porém, puro exibicionismo, superficialidade, no intuito de granjear o louvor do
povo. Uma piedade sem consistência!
Os
pecadores, identificados com os cobradores de impostos e as meretrizes, são
representados pelo filho que se recusa a obedecer, mas acaba cumprindo a ordem
paterna. Correspondem à categoria de pessoas que, aparentemente afastadas de
Deus, no seu dia-a-dia buscam ser solidárias, estando sempre prontas para fazer
um gesto de amor, numa expressão de fé em Deus. São estas as pessoas que fazem
a vontade de Deus, e não as primeiras.
PRECES DA ASSEMBLEIA
(Paulus):
Vinde,
Senhor Jesus.
1.
Ajudai-nos, Senhor, a construir o mundo justo e
humano.
2.
Reuni numa só fé e caridade todos os povos.
3.
Mostrai-nos o caminho que nos cabe seguir para
realizar Vossa vontade.
4.
Fazei justiça aos pobres e oprimidos.
5.
Cumulai nossa comunidade com os dons do Espírito.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE DEZEMBRO:
Geral – Paz e Esperança: Para que o nascimento do Redentor
traga paz e esperança a todos os homens de boa vontade.
Missionária – Os pais de família: Para que os pais sejam autênticos
evangelizadores, transmitindo aos filhos o dom precioso da fé.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Advento: O Advento é um tempo de preparação com
dupla finalidade: 1 - Recordar a primeira vinda de Jesus trazendo a salvação
para a humanidade, por isso Advento é tempo de alegria. 2 - Anunciar a segunda
vinda gloriosa de Jesus, por isso, Advento é também tempo de expectativa, é
tempo de redobrarmos a oração, de exercitarmos a nossa fé para não nos
desviarmos do caminho de Deus.
Advento é tempo de
conversão, devemos nos fazer pequenos e pobres, para podermos reconhecer Jesus
como único Senhor e devemos nos esvaziar de tudo que nos afasta de Deus para
poder nos encher com sua misericórdia.
O Tempo do Advento
começa nas primeiras Vésperas do domingo que sucede ao dia 30 de novembro - ou
o mais próximo desta data - e termina antes das primeiras Vésperas do Natal.
Devido a variação na data de início do Tempo do Advento a duração do mesmo pode
ser de 3 ou 4 semanas. O período de 17 a 24 de dezembro estabelece uma maior
preparação para o Natal.
Cor Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência
ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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