segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Liturgia Diária Comentada 06/12/2014 Sábado 1ª Semana do Advento

Liturgia Diária Comentada 06/12/2014 Sábado
1ª Semana do Advento - 1ª Semana do Saltério
Prefácio do Advento I - Ofício do dia
Cor: Roxo - Ano Litúrgico “B” - São Marcos

Antífona: Salmo 79,4.2 - Vinde, Senhor, que estais acima dos querubins; Mostrai-nos a vossa face e seremos salvos.

Oração do Dia: Ó Deus, que enviastes a este mundo o vosso unigênito para libertar da antiga escravidão o gênero humano, concedei aos que esperam vossa misericórdia chegar à verdadeira liberdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

LEITURAS: 

Primeira Leitura: Livro do Profeta Isaías 30,19-21.23-26
Assim fala o Senhor, o Santo de Israel: Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, não terás motivo algum para chorar: ele se comoverá à voz do teu clamor; logo que te ouvir, ele atenderá. O Senhor decerto dará a todos o pão da angústia e a água da aflição, não se apartará mais de ti o teu mestre; teus olhos poderão vê-lo e teus ouvidos poderão ouvir a palavra de aviso atrás de ti: “o caminho é este para todos, segui por ele”, sem desviar-vos à direita ou à esquerda.

Ele te dará chuva para a semente que tiveres semeado na terra, e o fruto da terra será abundante e rico; nesse dia, o teu rebanho pastará em vastas pastagens, teus bois e os animais que lavram a terra comerão forragem salgada, limpa com pá e peneira. Haverá em toda montanha alta e em toda colina elevada arroio de água corrente, num dia em que muitos serão mortos com o desabamento de seus torreões. A lua brilhará como a luz do sol e o sol brilhará sete vezes mais, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor curar a ferida de seu povo e fizer sarar a lesão de sua chaga. - Palavra do Senhor.

Comentário (Missal Cotidiano): Deus é fiel a suas promessas. Se nos abrir os olhos, poderemos ver quanto já realizou por nós e saberemos esperar confiantes quanto haverá ainda de realizar. Bem-aventurados os que esperam no Senhor (Salmo). Ele está pronto para atender ao grito suplicante do humilde e do pobre. Em sua condescendência, sabe o que é melhor para nós, e muitas vezes não nos afasta inteiramente da tribulação e da aflição.

A dor permanece sempre nosso pão de cada dia. Se, porém, tivermos puro o coração e abertos os olhos de pobres e de humildes, saberemos ver o Mestre que nos aponta o caminho certo, embora no sofrimento, convencidos de que o Senhor permite quanto for para nosso bem (Rm 8,28).

Olhando com fé e humildade acima das complicadas tramas terrenas, poderemos ver o traçado divino da história da salvação, que não se limita ao contingente, mas tem presente em sua tessitura um plano universal e eterno. O advento deve dar-nos o sentido da espera do “dia do Senhor”.

Salmo: 146 (147) 1-2. 3-4. 5-6 (R. Is 30,18) Felizes são aqueles, que esperam no Senhor!
Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! O Senhor reconstruiu Jerusalém, e os dispersos de Israel juntou de novo.

Ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número de todas as estrelas e chama a cada uma por seu nome.

É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são ímpios.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,35 - 10,1.6-8
Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” - Palavra da Salvação.

Comentário (CNBB - Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta): Jesus é o bom pastor que vem ao encontro das ovelhas perdidas da casa de Israel, cumprindo assim as promessas feitas por Deus no Antigo Testamento. De fato, Deus disse pela boca do profeta Jeremias que daria ao seu povo pastores segundo o seu próprio coração e Jesus é o pastor segundo o coração de Deus. Ele disse também pela boca do profeta Ezequiel que ele mesmo apascentaria o seu rebanho, procurando a perdida, indo ao encontro da desgarrada, alimentando a faminta, curando a doente, procurando a perdida e estabelecendo o direito entre elas, e Jesus é o bom pastor, o próprio Deus que se encarna e vem ao encontro do seu rebanho para ser o seu pastor e enviar outros, os pastores da Nova Aliança, para que não haja mais ovelhas sem pastor.

A característica da ação do Messias Jesus foi a compaixão. Por onde passava, seu olhar recaía sobre os doentes e sofredores, as vítimas da marginalização e dos preconceitos, e toda sorte de desprezados deste mundo. Tendo vindo para eles a fim de anunciar-lhes a libertação e a salvação, era natural que fossem os preferidos de sua ação.

Sua compaixão expressou-se no gesto concreto de convocar um grupo de discípulos e enviá-los para serem os continuadores de sua solidariedade com os excluídos. Daí ter-lhes dado "poder para expulsar os espíritos imundos, e curar toda doença e enfermidade". Em suma, ter-lhes dado poder para libertar os seres humanos de suas opressões a fim de restituir-lhes a dignidade, de modo a experimentarem a presença do Reino em suas vidas.

Ressuscitando os mortos, os apóstolos proclamavam a vitória da vida sobre a morte. Purificando os leprosos, mostravam como o Reino se articula como reconstrução da vida, de maneira plena. Expulsando os demônios, indicavam o senhorio de Deus sobre a vida humana, a qual não mais estaria à mercê do poder do mal. Portanto, um indicador seguro do Reino acontecendo no seio da humanidade deve ser buscado ali onde a vida volta a fluir abundante pela ação dos discípulos do Reino. São eles os mediadores e continuadores da compaixão do Messias Jesus.

INTENÇÕES PARA O MÊS DE DEZEMBRO:

Geral – Paz e Esperança: Para que o nascimento do Redentor traga paz e esperança a todos os homens de boa vontade.

Missionária – Os pais de família: Para que os pais sejam autênticos evangelizadores, transmitindo aos filhos o dom precioso da fé.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo do Advento: O Advento é um tempo de preparação com dupla finalidade: 1 - Recordar a primeira vinda de Jesus trazendo a salvação para a humanidade, por isso Advento é tempo de alegria. 2 - Anunciar a segunda vinda gloriosa de Jesus, por isso, Advento é também tempo de expectativa, é tempo de redobrarmos a oração, de exercitarmos a nossa fé para não nos desviarmos do caminho de Deus.

Advento é tempo de conversão, devemos nos fazer pequenos e pobres, para podermos reconhecer Jesus como único Senhor e devemos nos esvaziar de tudo que nos afasta de Deus para poder nos encher com sua misericórdia.

O Tempo do Advento começa nas primeiras Vésperas do domingo que sucede ao dia 30 de novembro - ou o mais próximo desta data - e termina antes das primeiras Vésperas do Natal. Devido a variação na data de início do Tempo do Advento a duração do mesmo pode ser de 3 ou 4 semanas. O período de 17 a 24 de dezembro estabelece uma maior preparação para o Natal.

Cor Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.

Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia  

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