Oitava do Natal - 1ª Semana do Saltério
Prefácio do Natal - Ofício do dia - Glória
Cor: Branco - Ano Litúrgico “B” – São Marcos
Antífona: Sabedoria 18,14-15 - Enquanto um
profundo silêncio envolvia o universo e a noite ia no meio do seu curso, desceu
do céu, ó Deus, do seu trono real, a vossa palavra onipotente.
Oração do Dia: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que o novo nascimento de vosso
Filho como homem nos liberte da antiga escravidão do pecado. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Primeira Carta de São João 2,12-17
Eu vos escrevo, filhinhos: os vossos pecados foram perdoados
por meio do seu nome. Eu vos escrevo, pais: vós conheceis aquele que é desde o
princípio. Eu vos escrevo, jovens: vós vencestes o maligno. Já vos escrevi,
filhinhos: vós conheceis o Pai. Já vos escrevi, jovens: vós sois fortes, a
Palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno.
Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o
mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - as paixões
da natureza, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza - não vem do
Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, e também a sua concupiscência; mas
aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. - Palavra do Senhor.
Comentário: Nossa geração descobriu o
valor da criação e o empenho moral pela salvaguarda das criaturas e a
libertação do homem. Todo cristão é, pois, obrigado a viver no mundo, a serviço
do homem, a fim de testemunhar Cristo e levar aos irmãos sua mensagem de
salvação, sem, porém, se confundir com o mundo, sem aceitar seus compromissos e
seus modelos de comportamento (v. 16), negação do espírito de humildade,
pobreza, caridade, que deve animar a vida do fiel. Só esvaziando o coração do
amor do mundo, do desejo de posse dos bens caducos, poderemos encher o coração
do amor de Deus e dos irmãos. "Não se pode servir a dois senhores"
(Mt 6,24), diz Jesus. O cristão deve fazer continuamente uma escolha: Deus ou o
mundo, a luz ou as trevas, a liberdade ou a escravidão. Nossa tristeza, as
muitas desilusões que experimentamos, têm quase sempre sua origem na absurda
tentativa de conciliar Deus com o mundo, esquecidos de que "se alguém ama
o mundo, nele não está o amor do Pai" (v. 15). (Missal Cotidiano)
Salmo:
95 (96),
7-8a. 8b-9. 10 (R. 11a) O céu se rejubile e exulte a terra!
Ó família das nações, dai ao Senhor, ó
nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu
nome!
Oferecei um sacrifício nos seus átrios, adorai-o
no esplendor da santidade, terra inteira, estremecei diante dele!
Publicai entre as nações: 'Reina o Senhor!'
Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 2,36-40
Naquele tempo, havia também uma profetisa, chamada
Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando
jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva,
e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite
servindo a Deus com jejuns e orações.
Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e
a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de
cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua
cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de
Deus estava com ele. - Palavra da
Salvação.
Comentários:
Toda
pessoa que faz da sua vida um serviço a Deus vive a alegria do encontro com
ele. Com Ana não foi diferente. Depois de oitenta e quatro anos vividos na
busca da realização da vontade de Deus, ela tem a alegria do encontro pessoal
com ele. Mas Ana não fica com essa alegria só para ela; sai anunciando a todos
que aquele menino é a resposta do próprio Deus a todos os que esperam a
verdadeira libertação. E este anúncio é acompanhado do reconhecimento do amor
de Deus, que é fiel às suas promessas, através do louvor a ele. (CNBB)
A
profetisa Ana completa a plêiade dos justos envolvidos nos eventos em torno do
nascimento do Messias Jesus. De Zacarias e Isabel afirmou-se que eram “justos
diante de Deus e caminhavam irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordens do
Senhor”. Isabel, “cheia do Espírito Santo”, proclamou as glórias da mãe do
Salvador. João Batista, “desde o ventre materno”, esteve cheio do Espírito
Santo, destinado a ser “profeta do Altíssimo”, cujos caminhos haveria de
preparar. Maria reconheceu-se “humilde serva do Senhor”, disposta a cumprir em
tudo a sua santa palavra. Fala-se pouco de José, sendo sublinhada somente sua
prontidão em cumprir as leis civis (vai com Maria até Belém para alistar-se no
recenseamento), bem como, as leis religiosas (no prazo previsto, vai com sua
esposa e seu filho ao templo de Jerusalém realizar os ritos da purificação). Simeão
é apresentado como um homem “justo e piedoso”, que esperava a realização das
promessas divinas feitas a Israel. O Espírito revelou-lhe que não haveria de
morrer “sem ver o Cristo do Senhor”. O mesmo Espírito conduziu-o ao templo para
o encontro com o Messias. Ana, por sua vez, é apresentada como uma mulher fiel
e temente a Deus. A maior parte de sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor,
no templo, com jejuns e orações. Sua piedade foi recompensada com a graça de
reconhecer no menino Jesus a realização das esperanças de Israel. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
PRECES DA
ASSEMBLEIA (Paulus):
Atendei,
Senhor, nossa prece.
1.
Senhor, cumulai com vossos dons o papa, os bispos,
padres e diáconos.
2.
Tornai-nos sinais da vossa presença na convivência familiar,
no mundo do trabalho e dos estudos.
3.
Concedei aos cristãos e às pessoas de boa vontade a
verdadeira liberdade.
4.
Vós que fizestes parte de uma família, confirmai
nossas famílias no amor e na alegria.
5.
Vós que iluminastes os que viviam nas trevas, guiais
nossos passos no caminho da santidade.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE DEZEMBRO:
Geral – Paz e Esperança: Para que o nascimento do Redentor
traga paz e esperança a todos os homens de boa vontade.
Missionária – Os pais de família: Para que os pais sejam autênticos
evangelizadores, transmitindo aos filhos o dom precioso da fé.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos
homens em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta
na vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem tornar
filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se completará
pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se entrevê o
mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo do Senhor
devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso irmão e a
humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à alegria,
mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente a dar
graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina de
Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira
ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das
vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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