2ª Semana do Advento - 2ª Semana do Saltério
Memória: SANTA LUZIA - Virgem e Mártir
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Livro do Eclesiástico 48,1-4.9-11
Naqueles dias, o profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra
queimava como uma tocha. Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a
pouca gente. Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três
vezes.
Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? Tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro de cavalos também de fogo, tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para conduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó. Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! - Palavra do Senhor.
Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? Tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro de cavalos também de fogo, tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para conduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó. Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! - Palavra do Senhor.
Comentário (Missal Cotidiano): Jesus identifica Elias com João Batista (Mt 17,12),
porque é semelhante a missão de ambos e a coragem com que proclamam a verdade
aos poderosos. Um e outro, porém, são a figura do próprio Jesus, Palavra do
Pai. Jesus, profeta incômodo, pagará com a vida a coragem de ter dito a verdade
aos grande do seu povo.
De si próprio ele disse: “Vim
trazer fogo à terra e quero que se inflame”. No decurso dos séculos, os
mártires e os santos se inflamaram ao fogo de sua mensagem de salvação,
encontrando no evangelho força para ir de encontro a todo gênero de sofrimento
e mesmo da morte; encontrando naquelas “palavras de vida eterna” coragem para
viver em plenitude a vida própria dos cristãos.
O “fogo” continua a arder. A
palavra de Jesus continua a ressoar pela terra, levada por muitos profetas: o
papa, os bispos, os sacerdotes, os catequistas e os pais. Contudo, além dessas
tarefas por assim dizer institucionais, “na Igreja todo fiel é igualmente
responsável pela palavra de Deus”.
Salmo:
79 (80),
2ac.3b. 15-16. 18-19 (R.4) Convertei-nos, ó Senhor, resplandecei a vossa face e
nós seremos salvos!
Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós
que sobre os querubins vos assentais. Despertai vosso poder, ó nosso Deus, e
vinde logo nos trazer a salvação!
Voltai-vos para nós, Deus do universo!
Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a
vossa mão direita que a plantou; protegei-a e ao rebento que firmastes!
Pousai a mão sobre o vosso Protegido, o
filho do homem que escolhestes para vós! E nunca mais vos deixaremos, Senhor
Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Mateus 17,10-13
Ao descerem do monte, os discípulos perguntaram a
Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” Jesus
respondeu: Elias vem e colocará tudo em ordem.
Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o
reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o
Filho do Homem há de padecer por eles. Então os discípulos compreenderam que
Jesus lhes falava de João Batista. -
Palavra da Salvação.
Comentário (CNBB - Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta): O Profeta Elias foi aquele
que, na sua época, lutou contra os profetas de Baal na tentativa de
restabelecer o culto a Javé e reconduzir os corações do povo para Deus. Assim
também era a função de João Batista, que deveria pregar a conversão para
preparar um povo disposto para a vinda de Jesus. Neste sentido, João Batista
realiza a promessa da volta de Elias, que não foi a sua ressurreição ou
reencarnação ou ainda a carruagem de fogo o trouxe de volta do alto, mas o
profetismo segundo o espírito de Elias se fez presente em João Batista.
Os
mestres da Lei prenunciavam a vinda de Elias como sinal de realização das
esperanças messiânicas. Esta doutrina fundava-se na crença de que haveria uma
restauração gloriosa de Israel, por obra do Messias. Este triunfalismo foi
questionado por Jesus.
A
tarefa atribuída ao profeta Elias – "colocar tudo em ordem" – fora
desempenhada por João Batista. Sua vida humilde e ascética impediu que os
triunfalistas o reconhecessem. Só os simples foram capazes de perceber a
importância da pregação do Precursor, e se deixaram batizar por ele,
confessando seus pecados, dispostos a se converterem.
O
destino cruel reservado ao Batista revelou a leviandade dos esquemas religiosos
e políticos de seu tempo. Esperando uma manifestação espalhafatosa de Deus, que
a eximisse da responsabilidade de estar sempre vigilante e em discernimento, a
liderança religiosa fez-se surda aos apelos de quem exigia dela uma decisão
responsável e livre. Desta forma, ela desprezou a oportunidade oferecida por
Deus.
O
caminho trilhado por Jesus foi idêntico ao do Batista. Despojado de qualquer
pretensão mundana, fez-se solidário com os pobres e marginalizados, os
deserdados deste mundo. Por isso, quem cultivava a mesma mentalidade
triunfalista dos adversários do Batista jamais poderia confessá-lo como
Messias. Só quem entendia que a obra de Deus acontece na contramão da
mentalidade humana estava em condições de tornar-se discípulo.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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