LEITURAS:
Primeira
Leitura: Livro do Profeta Isaías 40,25-31
Com quem haveis de me comparar, e a quem seria eu
igual?" – fala o Santo. Levantai os olhos para o alto e vede: Quem criou
tudo isto? – Aquele que expressa em números o exército das estrelas e a cada
uma chama pelo nome: tal é a grandeza e força e poder de Deus que nenhuma delas
falta à chamada.
Então, por que dizes, Jacó, e por que falas, Israel:
"Minha vida ocultou-se da vista do Senhor e meu julgamento escapa ao do
meu Deus?" Acaso ignoras, ou não ouviste? O Senhor é o Deus eterno que
criou os confins da terra; ele não falha nem se cansa, insondável é sua
sabedoria; ele dá coragem ao desvalido e aumenta o vigor do mais fraco. Cansam-se
as crianças e param, os jovens tropeçam e caem, mas os que esperam no Senhor
renovam suas forças, criam asas como as águias, correm sem se cansar, caminham
sem parar. - Palavra do Senhor.
Comentário (Missal Cotidiano): Um povo que sofre e vê diminuir
sua esperança é um povo liquidado. Para reanimar-lhe a esperança no tempo do
exílio, em horas de terrível desalento (v. 27), proclama o profeta a grandeza e
fidelidade de Deus. Ele vê as fraquezas humanas e vem em seu socorro. Socorro
alienante? Há quem o pense: “A religião amarra o homem à balela do amparo
divino e impede-o de se empregar seriamente em resolver os problemas do mundo”.
Mas o fiel cristão sabe que a ajuda de Deus é de outra natureza: não se
substitui à ação do homem, porém dá força ao que está fatigado e reconforta o
que fraqueja (v. 29), perdoa e cura, e, com seu amor estimula a mudar e a
crescer. Quem crê em Deus sabe que contraiu uma divida para com a sociedade: a
de tornar melhor o recanto do mundo que ocupa, e o faz mesmo com sacrifício
pessoal.
Salmo:
102 (103),
1-2. 3-4. 8. 10 (R. 1a) Bendize, ó minha alma ao Senhor.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo
o meu ser, o seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças
de nenhum de seus favores!
Pois ele te perdoa toda culpa e cura
toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho
e compaixão;
O Senhor é indulgente, é favorável, é
paciente, é bondoso e compassivo, não nos trata como exigem nossas faltas, nem
nos pune em proporção às nossas culpas.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,28-30
Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse:
"Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos
vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei
de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". - Palavra da Salvação.
Comentário (CNBB - Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta): Existem pessoas que acreditam
que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande,
principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a
religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve
ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da
morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os
pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que
não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão
de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é
o Mestre de todo o nosso agir.
Vindo
a este mundo, Jesus deparou-se com uma humanidade marcada pela opressão, vítima
do pecado e da maldade, e ansiosa de libertação. Esta realidade era patente,
sobretudo entre os mais pobres daquele tempo. Ao mesmo tempo em que eram
oprimidos pelos romanos, que ocupavam o País, eram vistos com desprezo pelos
fariseus e mestres da Lei, por não se dedicarem à religião com a intensidade
exigida. Ou, então, eram esmagados com o rigor de uma religião feita de
observância escrupulosa de preceitos irrelevantes. Sua pobreza era vista, por
alguns, como sinal de castigo divino, já que um dos sinais da bênção divina
era, exatamente, a posse de muitos bens. Em suas aflições, não tinham a quem
recorrer, pois os grandes do País só sabiam explorá-los, sem lhes oferecer nada
em troca.
A
presença de Jesus trouxe alento para os pobres. O Reino anunciado por ele
fundava-se em relacionamentos fraternos e não admitia a opressão de uns pelos
outros. Sendo um Reino de igualdade, ficava superada a visão classista que
privilegia alguns e marginaliza os demais. No Reino, os pobres eram
bem-aventurados e não malditos, como se pensava. Jesus, em suma, propunha-se a
aliviar a carga pesada imposta sobre os mais fracos. Quem se aproximasse dele,
haveria de encontrar repouso para as suas aflições.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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