sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Evangelho do dia 05/12/2014 Sexta-feira Ano B

Evangelho do dia 05/12/2014 Sexta-feira
1ª Semana do Advento - 1ª Semana do Saltério

LEITURAS:

Primeira Leitura: Livro do Profeta Isaías 29,17-24
Assim fala o Senhor Deus: Dentro de pouco tempo, não se transformará o Líbano em jardim? E não poderá o jardim tornar-se floresta? Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro e os olhos dos cegos verão, no meio das trevas e das sombras. Os humildes aumentarão sua alegria no Senhor, e os mais pobres dos homens se rejubilarão no Santo de Israel; fracassou o prepotente, desapareceu o trapaceiro, e sucumbiram todos os malfeitores precoces, os que faziam os outros pecar por palavras, e armavam ciladas ao juiz à porta da cidade e atacavam o justo com palavras falsas. 

Isto diz o Senhor à casa de Jacó, ele que libertou Abraão: 'Agora, Jacó não mais terá que envergonhar-se nem seu rosto terá que enrubescer; quando contemplarem as obras de minhas mãos, hão de honrar meu nome no meio do povo, honrarão o Santo de Jacó, e temerão o Deus de Israel; os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria e os maldizentes concordarão em aprender'. - Palavra do Senhor.

Comentário (Missal Cotidiano): Tudo mudará para melhor: a própria natureza será o cenário de um mundo liberto da dor e renovado também nas situações sociais. Deus realizará tudo para o homem que nele confia e sabe esperar firmemente colaborando quanto pode para concretizar suas expectativas. Isto promete a palavra de Deus.

Em um mundo que ainda hoje não é melhor do que o de Isaías, qual a nossa contribuição para a construção da nova sociedade? Desfalecemos nossa contribuição para a construção da nova sociedade? Desfalecemos em face de uma aparente impossibilidade? Cremos na força das bem-aventuranças? Confiamos corajosamente no Senhor, nossa salvação (Salmo)? Ou acabamos de mãos vazias, deixando que os mais pobres continuem a pagar por nosso desinteresse e egoísmo? Cristo nos salva para nos fazer salvadores: para abrir os olhos aos cegos, aliviar os oprimidos, dar alegria aos mais pobres.

Salmo: 26 (27), 1. 4. 13-14 (R.1a) O Senhor é minha luz e salvação.
O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu irei ter medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isso que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,27-31
Naquele tempo: Partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: Tem piedade de nós, filho de Davi! Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: Vós acreditais que eu posso fazer isso? Eles responderam: 'Sim, Senhor.' Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. E os olhos deles se abriram.

Jesus os advertiu severamente: Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo. Mas eles saíram,
e espalharam sua fama por toda aquela região. - Palavra da Salvação.

Comentário (CNBB - Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta): Jesus é reconhecido pelos cegos como o Filho de Davi, como aquele que realiza o que foi prometido por Deus a Davi no tempo em que ele era o Rei de Israel, de lhe dar um sucessor no trono. Mas Deus vai muito além do que foi prometido a Davi e instala, por meio de Jesus, o seu próprio Reino no meio dos homens, o Reino que é infinitamente superior ao Reino de Israel do Antigo Testamento e totalmente diferente dele. Mas só percebe a presença deste Reino quem tem fé, quem não é cego, mas tem os olhos abertos para as realidades espirituais.

O milagre que beneficiou os dois cegos prenuncia a experiência dos discípulos do Reino, à espera do Senhor. Urge que o próprio Mestre lhes abra os olhos, de modo a poderem discernir sua presença na história humana.

Ter os olhos abertos é sinal de libertação da tirania do egoísmo, que faz o ser humano centrar-se em si mesmo e ser incapaz de perceber a maravilhosa obra de Deus acontecendo a seu redor. Desfeitas as trevas do erro e do pecado, torna-se possível ao discípulo perceber a revelação divina em acontecimentos singelos, imperceptíveis ao olhar puramente humano. Sem perfeita visão espiritual fica-se impossibilitado de reconhecer o Senhor.

A superação da cegueira começa quando o discípulo volta-se confiante para o Senhor, de quem implora compaixão. É a humildade de quem se reconhece carente da misericórdia divina.

Outro pressuposto é a fé. Ela é, em última análise, o princípio de tudo. Porque crê em Jesus, o discípulo deseja ter "olhos" para vê-lo, quer ser curado de sua cegueira, predispõe-se a fazer tudo quanto for necessário para ver realizado o seu desejo, deixa-se tocar por Jesus e sabe aproveitar do encontro com ele.

Jesus sempre está disposto a curar a cegueira de quem o desejar. Afinal, um dos sinais da presença do Messias na história humana, conforme os profetas anunciaram, consiste exatamente na restituição da vista aos cegos.

Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia  

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