terça-feira, 9 de dezembro de 2014

CARTA AOS FORMADORES DA RCCBRASIL

ORIENTAÇÕES PARA A MINISTRAÇÃO 
DO MÓDULO BÁSICO DE FORMAÇÃO

Caríssimos irmãos e irmãs, chamados pelo Senhor ao Ministério de Formação na Renovação Carismática Católica, Graça e Paz!

Sabemos quão fundamental é a formação integral e abrangente do cristão, à luz de tudo o que nos ensinou o Senhor e que é reproduzido pela Mãe Igreja. A RCC tem sido inspirada com materiais formativos de excelência, em alguns lugares utilizados inclusive por clérigos em suas preleções e até mesmo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) em determinada área do conhecimento, como não raro nos tem sido relatado. Isso é pura graça de Deus, é mover do Espírito Santo em nosso meio, é fruto de um Movimento comprometido com o apelo da Igreja, é reconstrução espiritual! 

Dentro do campo de atuação específica do Ministério de Formação da RCCBRASIL temos as seguintes atribuições: (i) a ministração do Módulo Básico de Formação (anteriormente denominada Escola Paulo Apóstolo), que é composto por 11 apostilas, considerando-se que o material de Formação Humana deve ser intercalado às demais apostilas; (ii) a ministração do Módulo de Formação de Formadores, que é a formação específica para o exercício do nosso Ministério; (iii) a ministração do Módulo de Formação de Coordenadores; (iv) a ministração dos Subsídios para Grupos de Perseverança; (v) a ministração de Formação de servos em geral, conforme as necessidades locais. Missão não nos falta, graças a Deus!

Como formadores, portanto, somos chamados a ser guardiões e propagadores da Identidade da RCC e da Sã Doutrina de Jesus Cristo com toda a fidelidade, amor, critério e dedicação. Tomemos uma vez mais o conselho de São Timóteo, discípulo de Paulo, ardoroso formador dos gentios e combatente na fé: Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão.(…) Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem. (I Tm. 4,6.16).

Diante disso, gostaria de compartilhar com vocês algumas orientações importantes acerca da ministração dos conteúdos de nossas apostilas, sobretudo no que diz respeito ao Módulo Básico:

1.    A formação cristã somente será eficaz se proporcionar uma autêntica experiência com Deus, isto é, se for permeada por fecunda espiritualidade, em nosso caso, uma espiritualidade genuinamente carismático-pentecostal. Assim sendo, não é demais recordar que todo e qualquer Encontro de Formação deve ser “irrigado” e alicerçado por momentos profundos de oração, por prática dos carismas, por clamor por uma nova Efusão do Espírito Santo. Tudo isso supõe, naturalmente, uma boa música, uma boa equipe de Intercessão, momentos de grande louvor e entrega, etc. Não podemos nos preocupar simplesmente em transmitir conhecimentos, senão que tais conhecimentos se traduzam na vida daquele que se encontrou com Cristo! Portanto, os momentos de oração não devem ser relegados a segundo plano ou para a hipótese de sobrar tempo. Ao contrário, tudo deve extravasar da oração, da escuta profética, do mover do Espírito.

2.    A preparação adequada dos formadores é fundamental para chamar a atenção positivamente do formando para o conteúdo que está sendo ministrado. Nesse sentido, o formador é chamado a rezar, a estudar o conteúdo que lhe foi confiado, a pesquisar e se aprofundar para trazer subsídios úteis a ilustrar o ensino, a escutar de Deus a estratégia para melhor alcançar os formandos, a pedir ao Espírito Santo a criatividade necessária para interagir com a assembleia. Como já sabido, não devemos cair no equívoco de sermos leitores da apostila diante da assembleia. A apostila deve ser nosso parâmetro, na qual destacaremos tópicos e os desenvolveremos com toda a criatividade a nós concedida. Essa liberdade no Espírito Santo é essencial para todos os formadores.

3.    Os conteúdos são melhor assimilados quando se privilegia a prática, a vivência, a partilha. É como nos ensina o ditado popular: “Se ouço, esqueço; se vejo, lembro; se faço, aprendo!” Assim, as dinâmicas devem ter um espaço privilegiado em nossos Encontros de Formação, sejam elas individuais como reflexões pessoais, escrita de uma carta, etc., ou em duplas, trios, grupos, tais como cenáculos de partilha, estudos dirigidos, explanação de temas, dentre outros. Portanto, nossa orientação é que o Ministério de Formação cresça nesse sentido, de modo a tornar mais atrativos os nossos Encontros, adornados da beleza da simplicidade e profundidade de Cristo, que é sempre didático e pedagógico. Note-se que dinâmica é algo bem diferente de brincadeira.

4.    Temos plena consciência dos inúmeros desafios que se nos impõem, dentre eles a escassez de tempo, as exigências do trabalho, as múltiplas atividades sob a nossa responsabilidade, a violência urbana, as fortes demandas familiares, etc. Por outro lado, sabemos quão densos e necessários são os conteúdos apresentados por nossas apostilas do Módulo Básico, que não devem ser condensados ou “enxugados” a tal ponto que ministremos toda uma apostila de “Identidade”, “Carismas” ou “Igreja”, por exemplo, num único sábado ou num único domingo. Infelizmente, temos visto isso acontecer em alguns lugares, sendo certo que ou a oração fecunda, e/ou as dinâmicas de sedimentação e/ou o conteúdo formativo serão prejudicados. Portanto, reitero nossa orientação de que precisamos de planejamento de modo a não corrermos com os conteúdos de nossas apostilas, como que a cumprir um currículo formativo. Não há dúvidas para nós de que esse não é o nosso objetivo. Não devemos correr na ministração de nenhuma de nossas apostilas!

A Apostila I do Módulo de Formação de Formadores nos elenca três formas de aplicação do Módulo Básico: (i) encontros durante a semana, geralmente com duração de 2 horas, em que semanalmente é ministrado um ensino de cada vez, conferindo-se espaço à oração, à prática dos carismas, à partilha, à retirada de dúvidas, etc; (ii) cada apostila ser dividida em 2 domingos consecutivos, por exemplo, pelo que no primeiro domingo aplica-se a primeira metade da apostila e no domingo seguinte aplica-se a outra metade, o que garante espaço e tempo para a oração, as dinâmicas, a prática dos carismas; (iii) encontros de final de semana (2 dias – sábado e domingo) com intervalos entre 1 mês e meio a 2 meses. Devemos nos esmerar para utilizar esse tempo da melhor maneira possível. Portanto, nas realidades em que a maioria das ovelhas trabalham aos sábados pela manhã, é evidente que os Encontros de Formação só atingirão um maior número de pessoas se tiver início no sábado após o almoço. Neste caso, porém, avance-se no sábado até um pouco mais tarde e aproveite-se ao máximo o dia de domingo. O que não se recomenda, neste caso, é iniciar no sábado às 14h, ir até às 17h e no domingo concluir às 12h, pois na prática só haverá um dia incompleto de ensino… Na hipótese de se iniciar o Encontro no sábado pela manhã, não corramos no sábado para terminar no domingo logo pela manhã ou até o horário do almoço. Se for possível e necessário, estenda-se até a tarde de domingo. Devemos aproveitar ciosamente o tempo (cf. Ef. 5,16) que nos é concedido.

Assim como eu, vocês já devem ter ouvido alguns irmãos partilharem o seguinte: no início havia uma disciplina bem maior. Só se podia perder um Encontro da EPA se tivesse morrido; se chegasse atrasado tinha que procurar outra turma para repor a(s) palestra(s) perdida(s), havia um controle rígido de presença… E eram encontros muito bons, de muita graça. Isso contribuiu para que eu perseverasse até os dias de hoje…

Com estas orientações, irmãos, não queremos cair no radicalismo vazio em si mesmo – longe de nós! – e tampouco exigir o inalcançável – não! –, mas somos responsáveis por uma formação vivificante e eficaz para o povo que nos é confiado. Repito: não somos cumpridores de currículo formativo, mas instrumentos nas mãos do Senhor, na certeza de que só Ele ensina; todo o que ensina, o faz na medida em que é Seu porta-voz. (cf. Catec. 427).

Que o Senhor nos abençoe copiosamente e derrame sobre nós abundantemente o Seu Espírito, concedendo ao Ministério de Formação uma unção ainda mais poderosa para um novo patamar de missão!

Um abraço fraterno!
Vinícius Rodrigues Simões - G.O. Jesus Senhor
Coordenador Nacional do Ministério de Formação RCCBRASIL

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