Liturgia Diária Comentada 16/11/2014 Domingo
33ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Jeremias
29,11.14 - Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor.
Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de
onde estiveres.
Oração do Dia: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos
servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o
criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Livro dos Provérbios 31,10-13.19-20.30-31
Uma mulher forte,
quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela
plenamente, e não terá falta de recursos. Ela lhe dá só alegria e nenhum
desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho, e com habilidade
trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso.
Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é
enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim,
merece louvor. Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas
obras! - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): Mais do que elogio a uma
determinada esposa, o poema proclama a sabedoria personificada como esposa
ideal, que leva o homem para a justiça, honra, prosperidade e vida. É a
companheira ideal para todos, homens e mulheres. Dessa forma, a mulher fica
livre das exigências desmedidas que a sociedade patriarcal e machista lhe
impõe.
Salmo:
127,1-2.3.4-5
(R. 1a)
Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
Feliz és tu, se temes o Senhor/ e
trilhas seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver,/ serás feliz,
tudo irá bem!
— A tua esposa é uma videira bem
fecunda/ no coração da tua casa;/ os teus filhos são rebentos de oliveira/ ao
redor de tua mesa.
— Será assim abençoado todo homem/ que
teme o Senhor./ O Senhor te abençoe de Sião,/ cada dia de tua vida.
Segunda
Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 5,1-6
Quanto ao tempo e à
hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. Vós mesmos sabeis perfeitamente
que o dia do Senhor virá como um ladrão, de noite. Quando as pessoas disserem:
“Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de
parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. Mas vós, meus irmãos, não
estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos
vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. Portanto,
não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): Saber com precisão a data da
parusia de Cristo é desejo muito humano, porém fadado à frustração. Conforme a
tradição cristã, só Deus Pai conhece o momento preciso: “Quanto a esse dia e
hora, ninguém sabe nada, nem os anjos do céu, nem o Filho. Somente o Pai é quem
sabe” (Mc 13,32). Aos cristãos cabe esperar com espírito vigilante.
A luz
é o símbolo da vida, enquanto as trevas são símbolo do mal e da morte. Para
Paulo, o cristão é aquele que acredita na vida e luta por ela, sem aceitar
nenhum compromisso com as estruturas que produzem a morte. O testemunho cristão
é verdadeiro combate com as armas da fé, do amor e da esperança: a fé leva ao
conhecimento da verdade e da justiça; o amor produz novas relações entre os
homens; a esperança abre o futuro para a liberdade e a vida.
Cristão
não é aquele que perde tempo em discutir sobre dia e hora, porém aquele que,
instruído pelas palavras de Jesus, vive em vigília. Esta "espera
vigilante", para ser autêntica, deve ser operosa. Paulo insiste com os
tessalonicenses para que sejam ativos no bem, no bem concreto, de cada dia,
para com todos. Serão salvos e filhos da luz, não das trevas, aqueles que forem
vigilantes e sóbrios, não os que dormirem; aqueles que vestirem a armadura
espiritual de defesa, que os torna invencíveis.
Uma
certeza orienta a vida do cristão e lhe determina a conduta: o Senhor virá. Sua
vinda não deve ser imaginada fora do tempo e da história (o dia do Senhor). Ele
vem agora, no cotidiano da existência. É, pois, melhor viver com Deus na fé e
no amor cada dia que nos for dado.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Mateus 25,14-30
Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus
discípulos: Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos
e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro,
um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. Logo em seguida, o que
recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros
cinco. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mas, o que
recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor.
Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou
e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou
outros cinco: - Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros
cinco que ganhei. Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que
foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. O
que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: - Senhor, confiaste-me
dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. Disse-lhe seu senhor: -
Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito.
Vem regozijar-te com teu senhor.
Veio, por fim, o que recebeu só um talento: -
Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes
onde não espalhaste. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra.
Eis aqui, toma o que te pertence. Respondeu-lhe seu senhor: - Servo mau e
preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. Devias,
pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o
que é meu. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez.
Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao
que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter. E a esse servo inútil,
jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): Esta parábola, tendo provavelmente em sua origem algum dito de Jesus,
parece ter sofrido acréscimos e adaptações quando veiculada entre as primeiras
comunidades. As imagens da parábola são extraídas de uma sociedade oportunista
consagrada ao mercado em busca do lucro.
Na
parábola, o senhor ambicioso, ao viajar, determina a seus três servos que façam
render seu dinheiro. Os dois servos mais "fieis" fizeram o dinheiro
render cem por cento. Contudo um servo mais tímido, temeroso da severidade do
patrão, não querendo correr risco, escondeu o dinheiro que recebeu e devolveu-o
tal qual.
O
senhor, afirmando-se como sendo aquele que "colhe onde não plantou e
ajunta onde não semeou", qualifica o servo tímido de mau e preguiçoso. Os
dois servos fieis e eficientes foram exaltados e o servo tímido foi lançado
fora.
A
sentença final, "a quem tem será dado mais... daquele que não tem será
tirado", é típica da sociedade excludente e concentradora de riquezas. A
parábola tem um certo aspecto de caricatura irônica da sociedade. Suas imagens
são pouco condizentes com a revelação de Jesus de Nazaré, manso e humilde de
coração, que vem trazer vida para todos, sem exclusões.
O
Reino de Deus é o reino dos pobres, mansos, pacíficos e misericordiosos, com
fome e sede de justiça e partilha. Com certo constrangimento, a parábola tem
sido entendida como uma advertência aos discípulos afim de que façam frutificar
seus dons pessoais, a serviço da comunidade e da sociedade.
Na
primeira leitura, a mulher que, com seus dons, trabalha tanto no serviço
doméstico como na produção para o sustento da família, é louvada. Na segunda
leitura Paulo estimula as comunidades à vigilância, a qual significa o serviço
e o amor mútuo.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE NOVEMBRO:
Intenção Universal: Pessoas
em solidão - Para que as pessoas que sofrem a solidão sintam a proximidade
de Deus e o apoio dos irmãos.
Intenção para a Evangelização: Formadores do clero e dos religiosos - Para que os seminaristas, os religiosos
e as religiosas jovens tenham formadores sábios e bem preparados.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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