Liturgia Diária Comentada 07/11/2014 Sexta-feira
31ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 37,22-23 Não me abandones jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis
longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação!
Oração do Dia: Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e
filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao
encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Carta de São Paulo aos Filipenses 3,17 -4,1
Sede meus
imitadores, irmãos, e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós
damos. Já vos disse muitas vezes, e agora repito, chorando: há muitos por aí
que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o
deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam
nas coisas terrenas. Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o
nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo humilhado
e o tornará semelhante a seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a
si todas as coisas. Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto
saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): A perfeição é a maturidade
cristã que propõe a cruz e a ressurreição como centro da vida. Paulo, que
deixou tudo em troca da fé em Cristo, se apresenta como modelo para a
comunidade, alertando-a de novo quanto aos "inimigos da cruz de
Cristo", isto é, aos judaizantes. Em vez de fazer consistir a salvação em
ritos, observâncias legais e estruturas, a vida cristã se orienta pelo
testemunho, na esperança de um mundo radicalmente novo. Este só se realiza
através da vinda de Jesus, como Salvador e Senhor que renova todas as coisas.
Como
reação pendular a certa visão "espiritualista", assistimos a um
processo de "mundanização" do cristianismo. Diz-se: é neste mundo que
cumpre realizar o reino de Deus, lutando contra as estruturas que nos
escravizam. Paulo admoesta-nos que sejamos cidadãos do céu, e que nossa
estratégia é a da cruz. Isto não é alienação, porém indicação do justo caminho.
Também numa sociedade sem classes, o cristão será sempre um homem "sem
terra e sem pátria". A cruz está na medula da alienação dos oprimidos e
opressores. Está erguida no ponto de confluência de todas as vertentes, e
aponta para o céu, verdadeiro destino do homem.
Salmo:
121, 1-2.
3-4a. 4b-5 (R. 1)
Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!
Que alegria, quando ouvi que me
disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés se detêm, Jerusalém, em
tuas portas.
Jerusalém, cidade bem edificada num
conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.
Para louvar, segundo a lei de Israel, o
nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 16,1-8
Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Um
homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele
o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua
administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.
O administrador então começou a refletir: ‘O Senhor
vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de
mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em
sua casa quando eu for afastado da administração’.
Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao
seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele
respondeu: ‘Cem barris de óleo!” O administrador disse: ‘Pega a tua conta,
senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu,
quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse:
‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o Senhor elogiou o administrador
desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são
mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): Um autêntico caso de corrupção ofereceu a Jesus a chance de ensinar aos
discípulos, mediante uma parábola, a importância de ser esperto em relação ao
Reino de Deus.
Naquele
tempo, os gerentes de propriedades alheias agiam com muita liberdade, sem um
controle imediato. O patrão confiava na responsabilidade do empregado. Este era
recompensado pelo que produzia: quanto mais os bens se multiplicavam, tanto
maior era o seu salário.
O
Evangelho fala de um administrador que, agindo com irresponsabilidade e
imprudência, estava desperdiçando os bens que lhe tinham sido confiados. Quando
o patrão começa a cobrá-lo por isso, esse administrador arquiteta um plano para
garantir seu futuro e sua segurança. Com uma ação fraudulenta, busca granjear a
benevolência dos devedores, prejudicando o patrão. Uma vez despedido, teria
quem se sentisse na obrigação de recebê-lo, como sinal de gratidão.
Comparando
com o Reino, os discípulos são instruídos a serem tão hábeis e espertos como o
administrador desonesto. Este, no trato com as coisas humanas, obstinou-se em
buscar caminhos para alcançar os seus objetivos. Do mesmo modo, o discípulo do
Reino, com relação às realidades celestes, deve ter claro o fim a ser atingido
e a maneira mais conveniente de fazê-lo. Neste caso, basta ser obstinado na
prática da misericórdia.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE NOVEMBRO:
Intenção Universal: Pessoas
em solidão - Para que as pessoas que sofrem a solidão sintam a proximidade
de Deus e o apoio dos irmãos.
Intenção para a Evangelização: Formadores do clero e dos religiosos - Para que os seminaristas, os
religiosos e as religiosas jovens tenham formadores sábios e bem preparados.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
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