Evangelho do dia 18/11/2014 Terça-feira
33ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Primeira
Leitura: Livro do Apocalipse de São João 3,1-6.14-22
Eu, João, ouvi o
Senhor que me dizia: “Escreve ao anjo da Igreja que está em Sardes: ‘Assim fala
aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: - Conheço a tua
conduta. Tens fama de estar vivo, mas estás morto. Acorda! Reaviva o que te
resta, e que estava para se apagar! Pois não acho suficiente aos olhos do meu
Deus aquilo que estás fazendo.
Lembra-te daquilo
que tens aprendido e ouvido. Observa-o! Converte-te! Se não estiveres vigilante,
eu virei como um ladrão, sem que saibas em que hora te vou surpreender!
Todavia, aí em Sardes existem algumas pessoas que não sujaram a roupa. Estas
vão andar comigo, vestidas de branco, pois merecem isso. O vencedor vestirá a
roupa branca, e não apagarei o seu nome do livro da vida, mas o apresentarei
diante de meu Pai e de seus anjos. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz
às Igrejas’.
Escreve ao anjo da
Igreja que está em Laodiceia: ‘Assim fala o Amém, a testemunha fiel e
verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço a tua conduta. Não és frio
nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem
quente, estou para vomitar-te de minha boca. Tu dizes: ‘Sou rico e abastado e
não careço de nada’, em vez de reconhecer que és infeliz, miserável, pobre,
cego e nu! Dou-te um conselho: compra de mim ouro purificado no fogo, para
ficares rico, e vestes brancas, para vestires e não aparecer a tua nudez
vergonhosa; e compra também um colírio para curar os teus olhos, para que
enxergues.
Eu repreendo e
educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te. Eis que estou à porta, e
bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e
tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo. Ao vencedor farei sentar-se
comigo no meu trono, como também eu venci e estou sentado com meu Pai no seu
trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas’”. - Palavra do Senhor.
Comentário: Sardes e Laodicéia, duas
Igrejas da Ásia Proconsular romana, não completamente pelo juízo de Deus. Que
exame de consciência para cada uma de nossas cristandades de hoje! Na cidade de
Sardes existia de nome uma "igreja". Parecia viver; mas na realidade
estava morta, e naquele ambiente de morte espiritual os poucos verdadeiros
cristãos estava expostos a perigo mortal (vv. 1-6). A igreja da cidade de
Laodicéia achava-se em condições ainda piores: iludida numa aparência de vida,
vê-se compelida pelo Senhor a não confundir bens materiais e espirituais. Na
realidade ela é pobre mesmo tendo tantos bancos; nua, mesmo tendo tantas
fábricas de tecidos; cega, mesmo possuindo laboratórios que fabricam colírios
exportar em todo o Império Romano (vv. 14-22).
Aceitar
um apelo à conversão pressupõe a convicção de não estar no caminho certo. Quem
está seguro, quem se sente em boa situação, não pensa em conversão.
Converter-se quer dizer mover-se, dar o primeiro passo; ver claro, portanto, o
ponto de chegada, que se encontra sempre além do ponto em que nos encontramos.
Converter-se não é um ato, é um estado. Exige constante revisão de vida. De
nossa vida, naturalmente, porque é frequente em nós estudar belos planos de
conversão para os outros, publicar documentos e permanecer bem estabelecidos no
próprio lugar. Sobretudo quem por ofício admoesta os demais deveria aceitar,
por sua vez, reparos também fortes, como esta página de João. Não nos
esqueçamos de que quem escreve estas expressões duras é o próprio apóstolo da
caridade. O servilismo é traição da caridade. (Comentário Bíblico, Edições
Loyola, 1999 e Bíblia de Jerusalém, Paulinas, 1991)
Salmo:
14 (15),
2-3ab. 3cd-4ab. 5 (R.Ap 3,21))
Ao vencedor, dar-lhe-ei o direito de sentar-se comigo no
meu trono.
“Senhor, quem morará em vossa casa?” É
aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a
verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua.
Quem em nada prejudica o seu irmão, nem
cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra
os que respeitam o Senhor.
Não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Lucas 19,1-10
Naquele tempo, Jesus tinha entrado em Jericó e
estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe
dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus,
mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele
correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali.
Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e
disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. Ele desceu
depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar,
dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!”
Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu
dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver
quatro vezes mais”. Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque
também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio
procurar e salvar o que estava perdido”. -
Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): O encontro de Zaqueu com Jesus mostra como a conversão acontece em
etapas. De certo modo, esta revela como a salvação acontece na vida de quem se
torna discípulo do Reino.
O
primeiro passo consiste no desejo de ver Jesus. No caso de Zaqueu, o Evangelho
não esclarece os motivos deste anseio. Sabemos, apenas, ter sido tão forte que
nada deteve o homem até vê-lo realizado.
O
segundo passo exige a superação de todos os obstáculos. Para Zaqueu, um
empecilho era sua baixa estatura. O problema foi resolvido: subiu numa árvore.
O
terceiro passo comporta deixar-se amar por Jesus, sem restrições nem
desconfiança, abrindo-lhe as portas do coração. Zaqueu desceu depressa da
árvore, para receber Jesus em sua casa, com alegria.
O
quarto passo é uma mudança radical de vida. Radical significa deixar de lado os
esquemas e mentalidades antigos, para adequar-se às exigências do Reino. Isto
não se faz com palavras ou com boas intenções, mas com gestos concretos. Zaqueu
dispôs-se a dar metade de seus bens aos pobres e a ressarcir, quatro vezes
mais, aquilo que havia roubado. Desta forma, ele provou que, realmente, a
salvação tinha entrado em sua casa.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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