segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Evangelho do dia 04/11/2014 Terça-feira SÃO CARLOS BORROMEU

Primeira Leitura: Carta de São Paulo aos Filipenses 2,5-11

Irmãos, tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. 

Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” - para a glória de Deus Pai. - Palavra do Senhor.

Comentário (deusunico.com): Citando um hino conhecido, Paulo mostra qual é o Evangelho da cruz, o Evangelho autêntico, e apresenta em Cristo o modelo da humildade. Embora tivesse a mesma condição de Deus, Jesus apresentou entre os homens como simples homem. E mais: abriu mão de qualquer privilégio, tornando-se apenas um homem que obedece a Deus e serve aos homens.

Não bastasse isso, Jesus serviu até o fim, perdendo a honra ao morrer na cruz, como se fosse criminoso. Por isso, Deus o ressuscitou e o colocou no posto mais elevado que possa existir, como Senhor do universo e da história. Os cristãos são convidados a fazer o mesmo: abrir mão de todo e qualquer privilégio, até mesmo da boa fama, para pôr-se a serviço dos outros, até o fim.

Salmo: 21 (22),26b-27 .28-30a. 31-32 (R. Cf.26a)
Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão; “seus corações tenham a vida para sempre!”

Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos.

toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!”

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,15-24

Naquele tempo, um homem que estava à mesa, disse a Jesus: "Feliz aquele que come o pão no reino de Deus!" Jesus respondeu: "Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ´Vinde, pois tudo está pronto´. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas.

O primeiro disse: ´Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas'. Um outro disse: ´Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas'. Um terceiro disse: `Acabo de me casar e, por isso, não posso ir´.

O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: `Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos´. O empregado disse: `Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar´. O patrão disse ao empregado: ´Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia'. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete". - Palavra da Salvação.

Comentário (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A participação na salvação oferecida à humanidade é iniciativa de Deus, que convida e motiva cada ser humano. Entretanto, nada se resolve sem a livre decisão de quem é convidado e se empenha em dizer "sim".

Na parábola, muitos convidados recusam-se a acolher o convite do Pai. Apesar da deferência: o banquete é para eles; da gentileza: o senhor manda convidá-los pessoalmente; e da expectativa de que venham, eles se recusam a comparecer. Eram todos ricos: proprietários de terras, pecuaristas, gente de condição social. Cada qual apresentou sua justificativa. Não estavam interessados em participar do banquete. Por isso, se auto-excluíram.

Diante da recusa dos ricos, as atenções voltaram-se para os pobres, aleijados, cegos e coxos. A sala do banquete ficou repleta deles. Foi uma reviravolta formidável!


Quem está demasiadamente preocupado com seus afazeres e propriedades, falta-lhe tempo para as exigências do Reino, mas também pode ver-se definitivamente excluído dele. É impossível salvá-lo contra sua própria vontade. Só quem se torna pobre, tendo o coração desapegado dos bens materiais e sempre disponível para Deus, terá a alegria da salvação. A riqueza polariza de tal modo o coração humano, a ponto de torná-lo surdo aos apelos divinos. Já a pobreza predispõe-no a estar sempre atento, e assim poder atender, sem demora, o convite do Senhor.

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Liturgia Diária Comentada 04/11/2014 Terça-feira SÃO CARLOS BORROMEU

São Carlos Borromeu – Bispo - Hagiografia

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