Filhos, obedecei
aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. Honra teu pai e tua mãe –
é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: A fim de que
tenhas felicidade e longa vida sobre a terra. Vós, pais, não revolteis os
vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos
conselhos que vêm do Senhor.
Escravos, obedecei
aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como
a Cristo, não para servir aos olhos, como quem busca agradar aos homens, mas como
escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. Servi de boa
vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não aos homens.
Vós o sabeis: o bem
que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, tornará a recebê-lo do
Senhor. E vós, senhores, fazei o mesmo com os escravos. Deixai de lado a
ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não
há acepção de pessoas. - Palavra do
Senhor.
Comentário (deusunico.com): A vida é uma renovação total
das relações, onde o respeito é devido a todos: os pais também devem respeitar
os filhos. Quanto ao relacionamento entre senhores e escravos, Paulo não faz
uma crítica à estrutura social do seu tempo; porém, salientando que todos são
iguais perante Deus, ele anuncia uma transformação radical das relações, sejam
quais forem os papéis e os deveres sociais.
Paulo
não trata o tema com a fácil demagogia do tribuno, mas nem por isso é menos
revolucionário. Não rebaixa o panorama num absurdo igualitarismo; respeita os
relevos, porém encara tudo no clima de relações claramente bilaterais, próprio
de comunidade. As comunicações aqui são feitas em duplo sentido, nunca em
sentido único.
A
diversidade e subordinação das tarefas não cedem à tentação do verticalismo
autoritário. Se Deus não for colocado deveras no primeiro lugar; nossas
relações educativas e de trabalho se reduzirão a diálogo de surdos. Faz-se às
vezes muito estardalhaço com uma brilhante terminologia, mas por baixo as
linhas correm paralelas, ou cai uma sobre a outra. Se nossos olhares não se
encontrarem no Senhor de todos, será difícil ter olhos limpos para ver o irmão.
Salmo:
144
(145),10-11. 12-13ab. 13cd-14 (R. 13c)
O Senhor cumpre sempre suas promessas!
Que vossas obras, ó Senhor, vos
glorifiquem, e o vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o
esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
Para espalhar vossos prodígios entre os
homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para
sempre, vosso poder, de geração em geração.
O Senhor é amor fiel em sua palavra, é
santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e
levanta todo aquele que tombou.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Lucas 13,22-30
Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e
povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe
perguntou: Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam? Jesus respondeu:
Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo
que muitos tentarão entrar e não conseguirão.
Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a
porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a
porta! Ele responderá: Não sei de onde sois. Então começareis a dizer: Nós
comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças! Ele, porém,
responderá: Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a
injustiça!
Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes
Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós,
porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e
do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão
primeiros, e primeiros que serão últimos”. -
Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): As exigências do Reino apresentadas por Jesus levou os discípulos a se
perguntarem pelo número dos que seriam salvos. Imaginavam serem poucas as
pessoas predispostas e fiéis ao projeto apregoado pelo Mestre. A dinâmica do
Reino, como Jesus a entendia, rompia com os esquemas mundanos e só podia ser
vivida por quem, de fato, se predispunha a enfrentar a cruz, como caminho
necessário para a glória.
A
questão levantada pelos discípulos pareceu ser irrelevante para Jesus. Era
inútil saber se os salvos seriam poucos ou muitos. Importava, sim, empenhar-se
continuamente para, com a graça de Deus, entrar no Reino, através da porta
estreita. Portanto, era tempo de refletir e tomar uma decisão sábia, para
evitar o risco de ser deixado do lado de fora.
A
exclusão do Reino poderá ser uma experiência trágica. O choro e ranger de
dentes expressam o desespero de quem desperdiçou a chance que lhe fora
oferecida. A segurança fundada em elementos inconsistentes frustrar-se-á quando
o cristão comparecer diante do Senhor. Ter comido e bebido na presença de Jesus
e tê-lo visto ensinar nas praças não será suficiente para garantir a salvação.
Jesus só reconhecerá como discípulo e salvará quem, como ele, tiver sido capaz
de colocar-se a serviço do próximo, sem medo de perder tudo por causa do Reino.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
29/10/2014 Quarta-feira 30ª Semana do Comum
"Devemos
ser filhos da luz e caminhar na caridade" – Papa Francisco
CATÓLICOS
COM JESUS: GRAÇA E PAZ
Se desejar receber nossas atualizações
de uma forma rápida e segura, por favor,
faça sua assinatura, é grátis.
Acesse nossa pagina: www.catolicoscomjesus.com e cadastre seu e-mail para recebimento
automático, obrigado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.facebook.com/catolicoscomjesus
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante para nós.