Irmãos, sede bons
uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos
perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama.
Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em
oblação e sacrifício de suave odor.
A devassidão, ou
qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como
convém a santos. Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são
inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. Pois, sabei-o bem, o
devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no
reino de Cristo e de Deus.
Que ninguém vos engane
com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe
desobedecem. Não sejais seus cúmplices. Outrora éreis trevas, mas agora sois
luz no Senhor. Vivei como filhos da luz. -
Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): Paulo traz uma série de
exortações e conselhos para que os cristãos vivam autenticamente a sua fé. Os
versículos 1-2 apresentam o princípio que rege a vida nova: imitar a Deus,
vivendo o amor, como viveu Jesus Cristo. Em outras palavras, os cristãos são e
devem viver como filhos de Deus, tendo como modelo supremo o ato de amor de
Cristo na cruz, onde ele entregou sua vida por todos.
A
vida nova compreende a renovação de todas as atitudes do homem: essa é a
resposta livre ao dom de Deus. Se recortarmos os nossos jornais a página dos
espetáculos e a cotejarmos com este trecho, surgirá um duro paralelo. Os
“filhos da luz”, afundados nas trevas das salas cinematográficas, alimentam uma
próspera indústria de obscenidades. Naturalmente, nos tribunais se fazem doutas
dissertações sobre a arte-denúncia. Mas a Escritura fala claro: “Ninguém vos
engane com vãos raciocínios; por essas coisas cai a ira de Deus sobre aqueles
que lhe resistem”.
Encobrem
também seu proceder com uma cortina de grosso palavreado: exigências expressivas,
despreocupação, fim dos tabus e coisas semelhantes. Em face da mudança cultural
em ato, não é a permissividade que nos liberta, muito menos o moralismo
amedrontado. É livre o cristão que vive com plena consciência sua sexualidade,
como maravilhoso dom de Deus, sem temores nem hipocrisia. E com boa dose de
entusiasmo: “Que tu sejas santamente orgulhoso de tua castidade” (São
Jerônimo).
Salmo:
1,1-2. 3.
4.6 (R. Cf. Ef 5,1)
Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos
amados filhos seus.
Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem
junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a
medita, dia e noite, sem cessar.
Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e
jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois
Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 13,10-17
Naquele tempo, Jesus estava ensinando numa
sinagoga, em dia de sábado. Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava
com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar.
Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. Jesus
pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a
louvar a Deus.
O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus
tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à
multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para
serdes curados, não em dia de sábado”. O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas!
Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber,
mesmo que seja dia de sábado? Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante
dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?”
Esta resposta envergonhou todos os inimigos de
Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): A mulher doente, que Jesus encontrou numa sinagoga, em dia de sábado,
era a imagem viva do ser humano oprimido. Ela vivia encurvada, sem poder
erguer-se.
Toda
doença, na mentalidade da época, era entendida como resultado da ação do
Demônio sobre o ser humano. Portanto, a doença crônica desta mulher era
interpretada como um enorme fardo imposto sobre ela por forças demoníacas.
A
dupla opressão dessa criatura - mulher e doente - tocou a sensibilidade de
Jesus, que tomou a iniciativa de curá-la, ou seja, libertá-la do poder do
Demônio. Sem precisar ser solicitado, Jesus a resgatou das garras de Satanás,
assumiu suas dores e se pôs a seu lado, na luta contra o inimigo da natureza
humana.
A
reação espontânea da mulher mostrou como tinha entendido perfeitamente o que
lhe acontecera. Dando glória a Deus pelo benefício recebido, ela reconheceu que
o próprio Deus havia agido nela, por meio de Jesus. Por conseguinte, este era o
Messias esperado, portador da salvação prometida. Finalmente, o ser humano
via-se livre do poder do Mal.
A
cura realizada por Jesus irritou o chefe da sinagoga. Esse valorizava tanto o
repouso sabático a ponto de imaginar que, quem já sofria, há dezoito anos, de
uma doença, podia esperar um pouco mais para ser curada. Bem outro foi o pensamento
de Jesus!
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Liturgia Diária Comentada
27/10/2014 Segunda-feira 30ª Semana Comum
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