Irmãos, eu,
prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes:
Com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no
amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só
Corpo e um só Espírito, como também uma só é a esperança à qual fostes
chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos,
que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): O alicerce e raiz do amor tem
como finalidade conservar a unidade do Corpo de Cristo. Mas unidade não
significa uniformização, pois Deus concede dons diferentes a cada pessoa. O
aspecto central da vida cristã é a unidade. Com efeito, a ação de Deus em Jesus
Cristo unifica toda a realidade. Os cristãos devem ser exemplo vivo dessa
unidade, que supera as divisões humanas. O importante tema da unidade é aqui
sublinhado por Paulo através da humildade, mansidão, generosidade e, sobretudo,
da caridade, que fomentam “a unidade do espírito pelo vínculo da paz”
(versículo 3). Esta unidade não exclui a pluralidade e diversidade de funções e
também de opiniões.
No
vasto campo do opinável também o cristão é livre para indagar e propor soluções
diferentes. A unidade na fé e na Igreja não impõe nivelamento de opiniões e
expressões, porém vivificada pelo espírito de caridade, é sempre respeitosa das
ideias e expressões dos que não pensam ou agem como nós. O que deve estar no
coração de todo cristão é a unidade em Cristo, que faça de todos nós "um
só corpo, um só Espírito" (versículo 4), porque "Deus é Pai de
todos...". De uma religiosidade individualista somos chamados a nos
converter a uma religiosidade eclesial, comunitária.
Salmo:
23,1-2.
3-4ab. 5-6 (R. Cf 6)
É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor,
Deus de Israel.
Ao Senhor pertence a terra e o que ela
encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme
sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.
“Quem subirá até o monte do Senhor, quem
ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração.
Quem não dirige sua mente para o crime.
Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É
assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 12,54-59
Naquele tempo, Jesus dizia às multidões: “Quando
vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece.
Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim
acontece. Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como
é que não sabeis interpretar o tempo presente? Por que não julgais por vós
mesmos o que é justo?
Quando, pois, tu vais com o teu adversário
apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto
estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e
o guarda te jogará na cadeia. Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não
pagares até o último centavo. - Palavra
da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): A sabedoria cristã aconselha os discípulos do Reino a se colocarem numa
situação de discernimento urgente e contínuo. E mais: a tirar dele
consequências práticas. Certo de que o Senhor vem, o cristão jamais se deixará
levar pela loucura de entregar-se a um projeto de vida mundano, que lhe oferece
prazeres efêmeros. Antes, será perseverante no caminho do amor, seguro do fim
que lhe espera. A exigência de discernimento indica que o Senhor não aceitará
falsas desculpas de quem for excluído do Reino. Quem não se decide seriamente,
não terá como se justificar diante do Senhor. É sempre possível saber o que é
justo e corresponde ao projeto do Reino. Basta que o cristão, com a graça de
Deus, se empenhe.
A
parábola da reconciliação, antes do processo, alude à urgência do discernimento
e da decisão. Se não se chega a um acordo, enquanto os adversários estão a
caminho do tribunal, o culpado será punido na certa. O bom senso recomenda não
perder a chance. O discípulo de Jesus vê-se como se estivesse sempre diante da
última oportunidade de aderir integralmente ao Reino e conformar sua vida com
ele. Adiar esta decisão pode ser fatal. O tempo urge e o cristão não pode se
dar ao luxo de agir como se tivesse um longo tempo pela frente. A prudência
recomenda decidir-se já.
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