quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estudo do Evangelho de Marcos - CAPITULO 5

Estudo do Evangelho de Marcos - CAPITULO 5

5,1-20 – Jesus vem também libertar os pagãos

Jesus leva seus discípulos a se confrontarem, não mais com uma simples regra de conduta imposta pelos doutores da Lei, mas a encarar todos os seus medos, a conhecer a realidade vivida por aqueles que não aceitam o Senhorio de Deus, mas ao mesmo tempo conduz seus seguidores a fortalecer a fé, descobrindo que Jesus é o Messias prometido.

(“Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz: Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes” (vv.6-7). Essa tática é uma velha conhecida nossa, o demônio sabendo que o seu poder sobre o homem não é maior que a misericórdia de Deus, tenta desesperadamente ludibriar Jesus, mas se nós simples criaturas já matamos a charada, imagine o Messias.

 
Jesus ensina para nós que devemos “vigiar e orar” (Mt 26,41) pois o inimigo é astuto e usará de todos os meios para minar a nossa fé. Se você observou as palavras em negrito, dessa vez ele caprichou na falsidade: “adorou”, fez uma linda “profissão de fé” e “suplicou” demostrando arrependimento.

A preocupação seguinte de Jesus é devolver ao homem a liberdade, curar-lhe as feridas para que tenha vida plena, em contrapartida a população estava mais preocupada com os seus bens, não se importando com o irmão necessitado. Onde ficou a caridade? Onde ficou a solidariedade? E nós agiriamos diferente, lembre-se que Jesus não usou dois porcos, mas sim dois mil!

Concluindo, o pedido feito ao homem não é que espanhe ser Jesus é um grande milagreiro, mas que ele seja para o povo pagão, testemunha viva do Reino de Deus. Podemos entender com o relato de Marcos, que Jesus já aponta que a Salvação veio para todos.

5,21-43 – A fé que salva

Marcos apresenta dois episódios que se encerram na mesma conclusão: “”. Vamos analisar primeiro o caso da mulher que sofria de hemorragias há doze anos.

Partimos do ponto onde uma numerosa multidão espremia Jesus. Realmente é de causar espanto a pergunta “Quem tocou minhas vestes?” Sem sombra de dúvidas as pessoas que ali se encontravam desejavam ter um contato com Jesus, cada um com certeza tinha o seu pedido a fazer, temos por experiência o que acontece nos nossos dias quando alguém famoso é colocado no meio do povo. Muitas pessoas seguravam o braço de Jesus dizendo: “Senhor cura-me!”, então vem a pergunta que não quer calar: O que realmente fez com que Jesus parasse? O que diferenciou está mulher dos outros?

Vejamos, traçando um paralelo entre ela e o leproso (Mc 1,40), ambos foram movidos pela mesma fé que rompe barreiras, agiram de forma audaciosa ao se colocarem na presença de Jesus, enfrentaram o preconceito, a humilhação e a rejeição.

Diante da pergunta de Jesus a mulher temerosa lança-se a seus pés. Aqui cabe uma observação, o temor não era da pessoa de Jesus, pois pela cura operada ela tinha agora a certeza do amor misericordiosodo enviado de Deus. O medo certamente era em função da “Lei da Pureza” que excluía a pessoa do convívio social não dando a oportunidade de ser curada. Jesus contrariando a Lei que oprime e exclui, acolhe a filha amada e expressa que pela fé na Boa Nova alcançou a salvação.

(“ao ver Jesus ele se prostra a seus pés e suplica-lhe com insistência”) Agora na historia de Jairo a atitude dele diante de Jesus, assemelha-se a do possuído da Decápole, porque o gesto de Jesus foi diferente? É lógico que Jesus reconheceu em Jairo a mesma preocupação que Deus tem para com seus filhos que se encontram em pecado.

Jairo como responsável pela sinagoga, ser visto na companhia de Jesus que era tido como impuro e descumpridor das Leis, era um risco muito grande que só alguém desejoso por mudança poderia realizar. A sua profissão de fé, “impõe-lhe as mãos para que seja salva e viva” (v.23), já sinaliza para alguém que acredita que a profecia tornou-se realidade.

É interessante a atitude de Jesus para com Jairo ao ser informado da morte da menina. “Não tenhas medo; somente fé” (v.36). Quantas vezes Jesus já falou a mesma frase para nós? Diante das dificuldades não podemos nos entregar ao conformismo e a lamuria, e sim acreditar que o Deus da vida, através de Jesus, faz parte da nossa história.

Marcos apresenta um relato bem interessante nos versículos finais. Vamos primeiro recordar as “Bodas de Caná” (Jo 2,6), era uma festa e lá precisava ocorrer um milagre, tinham eles seis talhas, (seis um número incompleto), mas para o milagre acontecer era preciso mais um componente (sete a perfeição). No caso de Jairo, um momento de tristeza, aqui também há a necessidade de um milagre, quantas pessoas estavam no quarto, a menina, o pai, a mãe, Pedro, Tiago e João, (seis). Não importa como anda nossa vida, seja jubilosa ou amargurada, sem a presença de Jesus nunca alcançaremos a perfeição e a plenitude.

Texto: Ricardo e Marta
Revisão: Padre Rivaldo

Fontes de Pesquisa:
·         Atlas Bíblico (Wolfgang Zwicket - Ed. Paulinas)
·         Bíblia Tradução Ecumênica (Ed. Loyola)
·         Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulinas)
·         Bíblia Sagrada Pastoral (Ed. Paulus)
·         Bíblia Ave-Maria (Ed. Ave-Maria)
·         Dicionário Bíblico (Ed. Paulus)
·         Dicionário de Símbolos (Ed. Paulus)
·         Coleção como ler (Ed. Paulus)

Um comentário:

  1. Nossa muito bom!
    Estava precisando dessas palavras.
    Obrigada, por vossa evangelização, faz bem não só há mim, mas a muitas pessoas.
    Que Deus os abençoe, sempre!!!

    Att.: Edvânia

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