quarta-feira, 21 de março de 2012

Abrindo a Alma para Deus

Como se faz a meditação: Coloco-me diante de Nosso Senhor que me ensina uma verdade ou uma virtude. Estimulo em mim – pela razão, pela fé, e com todo o meu coração – a sede de harmonizar a minha alma com esse ideal. Lastimo tudo quanto, em mim, lhe for contrário. Decido combater os obstáculos, persuadido de que nada conseguirei sozinho e que tudo poderei obter pela oração.

No momento da meditação: Esforço-me por trazer ao espírito uma cena muito expressiva, que substitua as minhas preocupações e distrações. Cena capaz de me empolgar e de me colocar na presença de Deus, que no seu amor infinito, quer ser o meu interlocutor. Imediatamente depois, impõe-se um ato de adoração profunda. Humilho-me, profundamente, diante de Deus, faço um ato sincero de contrição, e uma oração humilde e confiante para que Deus abençoe esta meditação.


A meditação é o braseiro que revigora a guarda do coração: Mediante a fidelidade a esta meditação, todos os exercícios de piedade serão vivificados. A alma irá, aos poucos, adquirindo a vigilância e o espírito de oração, isto é, o hábito de recorrer, continuamente, a Deus.

São Tomás: Meditação é a ascensão do espírito até Deus: “Subir deste modo como é um ato da razão não especulativa, mas prática supõe atos da vontade.”

Verdadeiro trabalho: A oração mental é um verdadeiro trabalho, sobretudo para os principiantes. Trabalho, para se afastar, um instante, das criaturas e elevar-se até Deus. Trabalho, para ficar, durante meia hora, fixo em Deus, e adquirir novo impulso para o bem. Trabalho penoso que é coroado, em pouco tempo, pela maior consolação deste mundo: a paz, na amizade e união com Jesus.

Santa Teresa: “A oração é apenas um trato de amizade, em que a alma fala intimamente com aquele que a ama”

Trato cordial: Deus convida-nos, com amor, para este trato, mas também nos dá forças para fazermos a meditação. Convida-nos a escutar a sua palavra – para usar a feliz expressão de Bossuet – a linguagem da fé, da esperança e da caridade.

Trato simples: Falarei a Deus, tal como sou, isto é, como tíbio (morno), como pecador, ou como fervoroso. Com a ingenuidade e franqueza de uma criança, revelarei a Deus o verdadeiro estado da minha alma.

Trato prático: O ferreiro põe o ferro ao fogo, não para torná-lo brilhante, mas para o moldar. Assim, também, a meditação ilumina a inteligência e aquece o coração, para tornar a alma flexível, tirar as faltas, ou a forma, do velho homem, e dar-lhe as virtudes e a forma de Jesus Cristo. Por conseguinte, a meditação eleva a alma até à santidade de Jesus, para que Ele a afeiçoe, à sua imagem.

Santo Agostinho: “Vós, Senhor Jesus, Vós mesmo, com a vossa mão dulcíssima, misericordiosíssima, mas também fortíssima, formareis e amassareis o meu coração”

A meditação gerará uma união íntima com Ele, mesmo durante as ocupações mais absorventes. Vivendo a alma assim unida a Nosso Senhor pela guarda do coração, atrairá a si os dons do Espírito Santo e as virtudes infusas, e poderá ser chamada por Deus a um grau mais elevado de oração.

Jean-Baptiste Chautard sobre a importância da meditação para o enriquecimento de nossa vida interior. Dom Jean-Baptiste Chautard (1858-1935) foi durante muitos anos Abade de Sept-Fons, um mosteiro de Cister, na França. Ele é mais conhecido por seus escritos sobre o apostolado, cuja fecundidade, depende de profunda vida interior do apóstolo.  

Adaptação: Ricardo e Marta
Comunidade São Paulo Apóstolo

Fonte: aascj.org.br - Wikipédia

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